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PAINEL POLÍTICO



Data de Publicação: 1 de novembro de 2005
 
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Lula lá

Com base em estudo feito pelo deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) e à luz das revelações do final-de-semana, desfavoráveis ao governo, a oposição estuda convidar Lula para depor na CPI dos Correios. O presidente iria na condição de testemunha e teria o privilégio de marcar data, local e hora para ser ouvido.

Pedra filosofal

'A idéia não é constranger o presidente, mas pedir a ajuda de Lula para explicar temas como o financiamento irregular de campanha e a relação do governo com Marcos Valério', diz Fruet. Segundo ele, há doutrina jurídica para sustentar o convite.

Sem meio-termo

Do presidente do PMDB, Michel Temer, sobre a denúncia de que dinheiro vindo de Cuba alimentou o caixa da campanha de Lula: 'Diferentemente de outras ocasiões, nesta o presidente há de fazer uma declaração pessoal, sem intermediários, para evitar que a crise se agrave. É preciso esclarecimento total'.

Vamos para cima

Também na esteira no caso Cuba e como subproduto da tese da 'grande conspiração conservadora', voltou a fermentar no Planalto a idéia de mobilizar sindicatos e movimentos sociais para defender o governo.

Corrida maluca

Expoentes da truculência no trato com PSDB e PFL, os ex-sindicalistas Ricardo Berzoini (presidente do PT) e Luiz Marinho (ministro do Trabalho) formam uma dupla. Segundo a oposição, são os Irmãos Rocha, personagens da 'Corrida Maluca', do governo Lula.

Sossega-leão

Já o ministro Jaques Wagner (Coordenação Política) morde e assopra. Se morder demais, adversários ameaçam tirar da gaveta a história das relações do petista com a empreiteira baiana GDK, que deu o célebre Land Rover a Silvio Pereira.

Fala...

Dados da quebra de sigilo telefônico de Marcos Valério e de suas agências mostram intensa comunicação entre o empresário e o Banco Central, onde ele fez lobby em favor do Banco Rural. Foram 29 chamadas da SMPB para o BC, todas para a Diretoria de Fiscalização.

... que eu te escuto

Há ainda uma ligação da Multi-Action, empresa de eventos de Valério, para a chefia de meio circulante do BC, e quatro feitas pelo escritório do sócio de Valério Rogério Tolentino, sendo duas para a Diretoria de Fiscalização e duas para a representação do banco em São Paulo.

Mão dupla

A quebra de sigilo também mostra que havia o fluxo contrário nas conversas entre as empresas de Valério e o Banco Central. O BC contatou a SMPB 34 vezes. Dessas, 30 chamadas partiram do tronco central e 4 da Diretoria de Fiscalização.

À disposição

Sem pedir licença a José Serra ou a Geraldo Alckmin, o ex-ministro da Educação de FHC, Paulo Renato de Souza, enviou carta aos membros do Diretório Estadual do PSDB paulista se apresentando como pré-candidato à sucessão do governador.

Pé na estrada

Outro que está em pré-campanha aberta é o vereador paulistano José Aníbal, o mais bem colocado em pesquisa feita pelo partido, porém muito atrás dos petistas Marta Suplicy e Aloizio Mercadante. Serra e Alckmin acompanham à distância.

Quase-santo

Com pesquisa em mãos, o PSB concluiu que a novela de quase dois anos de sua cassação deu a João Capiberibe a imagem de mártir no Amapá. Diz a sigla que, se ele for mesmo candidato ao Senado, José Sarney (PMDB-AP) terá com que se preocupar.

TIROTEIO

Do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, sobre Avel Alencar, do Sindicato dos Profissionais em Processamento de Dados do DF e filiado ao PT, ter assumido sozinho a responsabilidade pelos cartazes de Jorge Bornhausen (PFL-SC) caracterizado como Hitler:

O Delúbio Soares está fazendo escola.

CONTRAPONTO

Bang-bang


O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, discutia na semana passada com sindicalistas uma extensa pauta de reivindicações dos trabalhadores. Logo na primeira confusão do encontro, ele se saiu com a seguinte expressão:

Calma, pessoal, vamos abater um índio por vez.

A reunião seguiu, tratando da desoneração de produtos da construção civil, mas não demorou para outro assunto surgir.

Calma, gente, um índio de cada vez_, repetiu Furlan.

Na terceira vez que o ministro disse a frase, João Carlos Gonçalves, o Juruna, representante da Força Sindical, descendente de índios, não se agüentou:

Ministro, será que não dá para a gente abater um mocinho ou um bandeirante desta vez?

Em meio às risadas, Furlan, constrangido, se explicou:

A expressão é comum no Sul, não tem preconceito.

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