Por 12 votos a favor e dois contra, o Conselho de Ética da Câmara aprovou ontem parecer do relator Josias Quintal (PSB-RJ), que pede a cassação do deputado Romeu Queiroz (PTB-MG) por quebra de decoro parlamentar. Os deputados Pedro Canedo (PP-GO) e Neyde Aparecida (PT-GO) votaram contra o parecer.
A votação foi iniciada terça-feira, mas suspensa por conta da ordem do dia na Casa. O processo segue agora para votação em plenário.
No seu parecer, o relator afirma que o coordenador do PTB de Minas Gerais, José Hertz Cardoso, confirmou que recebeu, a pedido de Queiroz, um cheque de R$ 50 mil da diretora financeira da agência SMPB, Simone Vasconcelos, em junho de 2003.
Na lista apresentada por Simone, Queiroz aparece como tendo sacado R$ 350 mil. Ele admitiu ter recebido outros R$ 102 mil da Usiminas, que foram intermediados pelo empresário Marcos Valério.
O deputado mineiro argumentou, em sua defesa, que não se apropriou do dinheiro, que foi distribuído para uma série de campanhas municipais de seu partido no Estado.
Em seu parecer, Quintal lista várias irregularidades na conduta de Queiroz, entre elas, a realização de saques sem registro e a transferência de quantias sem prestação de contas ou comprovação de origem. Quintal também usa o testemunho de Marcos Valério para contestar a versão de Queiroz sobre supostas doações da Usiminas para o PTB.