Congestionados de objetos. É assim que se encontra o depósito público da prefeitura, no bairro da Ilhinha, para onde vão as placas de publicidade, trailers, cavaletes e out-doors apreendidos por estarem colocados de forma irregular ou sem licença.
Como o terreno é pequeno e muitos donos não vão buscar os objetos apreendidos, a cada dia que passa, o depósito vai ficando com um aspecto de abandono. A situação também demonstra a falta de controle administrativo por parte da gestão do prefeito Tadeu Palácio, já que a prefeitura não possuir sequer um projeto de melhoramento para o espaço.
No depósito, atualmente existem 1.200 cavaletes, 350 barracas, 300 trailers, 400 out-doors e 1.180 placas. “Tem até coisa que está em bom estado, mas acaba se estragando por falta de cuidado. Os moradores até que têm pedido à Prefeitura para pegar alguns objetos que não tem mais serventia nem para o Município e nem para os antigos donos, mas eles não liberam nada. Acho um verdadeiro desperdício”, opina a moradora Adielima Serra Sousa, que reside ao lado do depósito.
Já um vigia do depósito denuncia que o lugar é alvo da ação de ladrões. “Como ele não é amurado e tem falhas na cerca, o pessoal entra e pega algumas coisas. A gente mesmo não dá porque é proibido, mas como está entupido de coisas, não se tem como guardar tudo. São apenas seis vigias, um em cada turno, para tomar conta do depósito”, conta.
O secretário adjunto da Semthurb, coronel Alcindo Batista da Silva, admite o congestionamento de objetos do depósito. Ele alega que o fato ocorre porque muitos donos de placas de publicidade não vão recuperar o material apreendido.
“Estamos organizando uma doação desse material para alguma entidade filantrópica, como telhas e vergalhões. Já a outra parte deverá ir para leilão, pois após 30 dias, se o responsável não for buscar o objeto, a Semthurb pode fazer o leilão da peça”, explica o coronel. A taxa para recuperação do material apreendido pela secretaria é de R$ 6,00 por dia que a peça fique no depósito.