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José Reinaldo pede, mas BIRD nega prorrogação de prazo para empréstimo



Data de Publicação: 11 de novembro de 2005
 
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O governador José Reinaldo montou, ontem, mais um circo, dentro da sua estratégia de justificar a perda dos US$ 30 milhões que havia pedido de empréstimo ao Banco Mundial para o combate à pobreza rural no Maranhão. O Senado aprovou ontem o empréstimo, condicionando sua liberação à regularização do governo junto ao Tesouro Nacional - de acordo com resolução que obriga o Estado a comprovar sua adimplência e a regularização de oprações de crédito (reprodução ao lado). Essa regularização é impossível, porque existe pendente o pagamento do acerto espúrio de um débito inexistente cobrado pela Construtora Camargo Corrêa ao estado no valor de R$ 147 milhões.

José Reinaldo convocou uma coletiva na casa de veraneio do governo, às 10h. Com perguntas previamente preparadas pela assessoria de Imprensa do próprio governador, os jornalistas dos veículos de comunicação subvencionados foram obrigados a ouvir a velha cantilena de José Reinaldo, culpando os senadores maranhenses pelos seus atos ilícitos que ele mesmo praticou. A pretexto de comunicar aos seus apaniguados que havia pedido a prorrogação do prazo para a contratação do empréstimo, José Reinaldo derramou-se em lamúrias e tentou justificar o crime de lesa-pátria que praticou ao assinar o acordo imoral com a construtora. Antes mesmo de pedir formalmente a prorrogação do prazo, José Reinaldo havia consultado o BIRD e soube que sua pretensão seria negada.

A data expira dia 18 de novembro, mas, como José Reinaldo tem a impossível missão de explicar ao Tesouro Nacional todas as nuances do acordo com a empreiteira Camargo Corrêa, tudo indica que o dinheiro não vem para os pobres.

Jornalistas que não fazem parte do grupo foram impedidos de entrar na casa e participar da entrevista, como os da equipe de Veja Agora e do Sistema Mirante. De acordo com um dos policiais que faziam a guarda no portão principal, a coletiva era apenas “para jornalistas amigos do governador” e a proibição havia sido determinada por José Machado, o “Machadinho”, assessor de Imprensa do Governador.

Lá dentro, José Reinaldo entoava suas mentiras e perpetrava descalabros exatamente como gosta: sem ser questionado. Enquanto isso, Alexandra Miguel posava para fotos em vários pontos da casa.

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