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Moradores do Bairro de Fátima pagamaté R$ 45 à Caema, mas não têm água



Data de Publicação: 11 de novembro de 2005
 
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Na Rua da Liberdade, no Bairro de Fátima, é madrugada ainda quando donas-de-casa, aposentados e crianças começam a levantar da cama para aparar água fina na torneira. A rotina já dura um mês e está longe de um final. Ligações, ameaças e até abaixo-assinado já foram feitos pela comunidade, mas a Companhia de Água e Esgotos do Maranhão (Caema) simplesmente ignora os apelos.

“Ninguém agüenta mais essa situação. A Caema é uma irresponsável. Não tem água nas torneiras, mas todo mês a fatura chega, sem um dia de atraso e sem um desconto pelos dias que ficamos sem o abastecimento regular”, queixa-se o morador José Luiz Barbosa.

A moradora Maria Antônia Lindoso conta que nem dorme mais esperando pela água. “Quando ela chega, vem fina e em menos de cinco horas vai embora. Tem gente que vai mudar da rua porque não tem saúde e paciência para ficar nessa vida de esperar água e carregar balde”, diz.

O aposentado Manuel Pereira Martins, 80 anos, diz que tem sentido dores na coluna por causa do esforço que faz ao carregar baldes de água. “Não tenho mais saúde para isso. Pago todo mês minha conta de água para ter o abastecimento, não tenho que passar por essa situação horrível”, afirma.

Já a dona-de-casa Conceição Almeida relata que os moradores estão tendo que pagar R$ 10,00 por 1 mil litros de água para encher os tanques. “Essa quantidade só dura dois ou três dias. Para economizar, uso a água de lavar roupas na descarga do vaso sanitário”, declara.

Mesmo dividindo a casa com apenas quatro pessoas e não tendo água na torneira, a aposentada Dacimar Alves Pinto todo mês tem que pagar uma fatura de R$ 45,00 à Caema. “Como se pode pagar por algo que não se usa, não se tem? As coisas estão muito erradas”, questiona.

Apesar de ser conhecida no Bairro de Fátima como Rua da Liberdade, a via tem outro nome, Rua Águas Verdes. “Por enquanto, só temos de água o nome, porque o líquido mesmo, está difícil. Mas não vamos desistir. Nos próximos dias vamos levar um abaixo-assinado à Caema pedindo providências”, informa a moradora Conceição Almeida.

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