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Polícia apreende 48 quilosde maconha no trem da CVRD



Data de Publicação: 11 de novembro de 2005
 
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Na manhã de ontem, a polícia apreendeu 48 kg de maconha dentro de um vagão do trem da Companhia Vale do Rio Doce, enterrado em meio ao minério. A apreensão acabou por concretizar a existência de uma nova rota de tráfico usada por quadrilhas que atuam no ramo.

“Há tempos vínhamos montando barreira na área de manguezal, ponta da espera e Porto do Itaqui, e sabíamos que por lá a maconha não estava conseguindo entrar, entretanto, existia alguma rota auxiliar que estava sendo usada pelos traficantes”, informou o delegado Paulo Roberto.

Ele informou, ainda, que a operação tinha como principal objetivo prender os receptadores, porém estes não foram encontrados. Com uma freqüência assustadora, o tráfico está acontecendo na região da Baixada Maranhense. “ Os traficantes ficam em pontos estratégicos, nos quais o trem reduz a velocidade e, então, buscam a droga que está enterrada nos vagões”, informou.

A ousadia é tanta que, em alguns casos, eles cortam os “magotes” do óleo de freio de um dos vagões e, como o sistema é computadorizado, todos acabam parando, facilitando a ação. O delegado Paulo Roberto disse, também, que as buscas pelos traficantes continuam. “Vamos empreender diligência a fim de localizá-los”, complementou.

Ele finalizou descartando qualquer possibilidade de envolvimento de funcionários da multinacional.

Nota da CVRD
Logo após tomar ciência do ocorrido, a CVRD divulgou uma nota com o seguinte teor: “A Companhia Vale do Rio Doce gostaria de informar sobre material encontrado em um de seus vagões esta madrugada. Infelizmente, essas situações podem ocorrer, pois a composição de vagões tem uma extensão de 2 mil metros, sendo inviável o monitoramento pelo maquinista.

Os vagões são abertos e, em determinadas regiões que circula, são necessárias algumas paradas. Ações de conscientização quanto à presença e utilização dos trens estão sendo realizadas como exemplo o projeto Olha o Trem que já envolveu cerca de 11 mil pessoas nas comunidades ao longo da ferrovia.

Logo que a empresa soube da existência do material, acionou imediatamente a Polícia Civil para que fossem dados os encaminhamentos necessários de avaliação e perícia. A Companhia não tem conhecimento da procedência do produto “.

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