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Julião Amim reafirma denúncias de irregularidades em acordo



Data de Publicação: 11 de novembro de 2005
 
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Hoje importante defensor de José Reinaldo, o deputado estadual Julião Amim (PDT) foi o responsável, em 2003, por denúncias e intensos ataques ao governador e ao acordo fechado entre o governo do estado e a empreiteira Camargo Corrêa para pagamento de R$ 147 milhões referentes a obras que, na verdade, nunca foram executadas.

Naquela época, o parlamentar subia à tribuna para fazer inflamados discursos contra o que chamava de favorecimento da construtora e citava a inexistência da dívida devido à suspensão dos trabalhos pelo DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem). Dizia o deputado: “As obras não atingiram os objetivos assinalados nos contratos por uma razão simples: os trabalhos foram suspensos por determinação do DNER, após uma vistoria ter constatado indícios de irregularidades”. Julião duvidava também da idoneidade da documentação que determinava o valor a ser pago.

Além de ter feito a denúncia, o deputado, que na época era o líder da bancada do PDT na Assembléia, exigia também que fosse instituída comissão de sindicância para apurar as irregularidades do acordo.

Ontem, na Assembléia, o deputado utilizou-se da tribuna para ratificar tudo o que já disse no passado. Mostrando-se indignado com o modo como o governador José Reinaldo está levando adiante todo o processo que envolve o empréstimo dos US$ 30 milhões para o combate à pobreza rural no Maranhão e o acordo fraudulento com a Construtora Camargo Corrêa, Julião Amim reiterou que foi ele quem fez as primeiras denúncias e pediu a abertura de sindicância.

“Fui eu quem primeiro denunciou o caso”, afirmou. E continuou: “E pedi a sindicância para que não ficassem dúvidas sobre o assunto”.

Sobre a assinatura do contrato, Amim disse que José Reinaldo agiu de forma errada ao não exigir os direitos do Estado na ação. Para ele o governador deveria ter-se utilizado de todas as prerrogativas cabíveis na tentativa manter a posição de todos os outros governantes de não pagar a suposta dívida. “Não há dúvidas de que foi precipitada a assinatura do acordo”, assinalou.

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