Os jornais amilhados pelo governo - Jornal Pequeno e O Imparcial - para fazer o jogo do governador José Reinaldo foram mais uma vez, o espelho um do outro. Reproduziram, com os mesmos erros, o “desafio” do governador aos senadores maranhenses para um debate sobre as causas da pobreza no Maranhão. Diligentes e submissos recorreram a uma pergunta elaborada pela assessoria do governo e distribuída aos jornalistas para que as fizessem como se deles fossem, para provocar o desafio. A bravata foi ignorada até mesmo pelos seus aliados na Assembléia.
Mas se é torpe, posto que ele mesmo foi aliado do grupo que agora ataca, tendo exercido cargos de relevância tanto em nível nacional quanto estadual por concessão de Sarney, o governador mostra que é mesmo um bufão. Ao fazer tal desafio o que ele quer é voltar a aparecer na TV Mirante, de cuja audiência tem saudade, e que é líder absoluta de audiência em todo o território maranhense. Os jornais amilhados que lhe dedicam espaço são pasquins no sentido mais literal da palavra, e não ultrapassam os limites do Estreito dos Mosquitos.
Se depender de um debate com Sarney e os senadores para aparecer na grande mídia, José Reinaldo vai continuar sonhando.
Até cair da cama.
Consagração
Teresa Murad deu uma lição nos governistas. Na sessão de quinta-feira, galeria lotada pelos estudantes do projeto “Parlamento Estudantil”, os governistas começaram a esvaziar o plenário para impedir que a oposição criticasse o governador pelo escândalo do empréstimo à Camargo Correa. Teresa percebeu o desrespeito aos estudantes e disse que alguns membros da Casa eram hipócritas.
João Evangelista, autor do projeto, já havia deixado o plenário. Voltou correndo. Os estudantes aplaudiram demoradamente a deputada.
Entregou
Carlos Braide - a ovelha desgarrada do sarneysismo - leu o artigo que escreveram para José Reinaldo assinar no jornal “O Estado de São Paulo”. Pouco afeito às letras, ao fazer a leitura de um trecho do texto, Braide sapecou um “previlégio” em vez de privilégio.
Chamado à atenção por um jornalista, culpou o chefe: “estava assim no texto”, entregou.
Folha de fumo
Domingos Dutra vive um dilema: não sabe se é governo ou oposição. Embora muitas vezes defenda e até viaje ao lado de José Reinaldo - quando então trocam confidências -, noutras tem uma recaída e ataca seu chefe da Frente da Corrupção. Na quinta-feira, acusou José Reinaldo de estar fazendo um asfaltamento com “folha de fumo” na MA que passa em Cururupu.
O chefe ligou e lhe passou um pito.
Defensor
Depois, disse que esperou que algum deputado do grupo reinaldista fosse defender o governador pelas denúncias do pagamento imoral de R$ 147 milhões à Camargo Correa, mas como ninguém é tolo o bastante para fazê-lo, o próprio Dutra se ofereceu para a empreitada. Tentou justificar a imoralidade, caiu em contradição e provocou a reação da deputada Teresa Murad, que disparou: não sabia que o senhor agora é da Frente da Corrupção. Dutra empalideceu e desceu da tribuna sem concluir seu pronunciamento.
Lexotan
O grau de nervosismo dos deputados Afonso Manoel e Aderson Lago é enorme. Como se aliaram ao governo mais corrupto da história do Maranhão, segundo acusou o senador João Alberto, o lusitano e o dono do maior hidrodólar do mundo sobrevivem à custa de muito lexotan.
Denúncia
Os motoristas de ônibus estão sem receber o tíquete alimentação. Segundo eles, isso faz parte da estratégia montada pelo prefeito Tadeu Palácio e o Sindicato das Empresas de Transportes - SET, para provocar os trabalhadores, levando-os à greve e provocando novo reajuste de passagens.
O Ministério Público e a Justiça precisam estar atentos a mais esse crime contra a população.
Ofensa ao TJ
José Reinaldo, mais uma vez orientado por Lourenço Tavares e pela primeira dama, Alexandra Miguel, continua a desafiar o Tribunal de Justiça. A Chico Viana ele disse que a decisão do desembargador Liciano de Carvalho que o mandou devolver o gabinete a Jura Filho é ilegal.
Como se sabe, o conhecimento jurídico de José Reinaldo é igual ao do falecido Rei dos Homens. Ou seja: uma doideira.