Próximo à Expoema, o prédio onde deveria funcionar o projeto Sopa Viva continua fechado, provocando protestos dos moradores da área e testemunhando o desperdício de dinheiro público promovido pelo governo de José Reinaldo.
Apesar da placa divulgando a parceria do governo com o Sebrae e da “estreita parceria” da Secretaria de Solidariedade Humana, conforme consta no site do órgão, que anuncia “Mais empregos”, até hoje a fábrica nunca funcionou nem tampouco empregou alguém, com exceção talvez de dois vigias que se revezam na vigilância do grande prédio que jaz abandonado, contrastando com a pobreza das casas que o cercam.
Na propaganda enganosa do governo, veiculada no site oficial, a informação datada de mais de um ano atrás dava conta de que a obra estava “prestes a ser inaugurada e com todo o corpo técnico treinado” e que o diretor do Sebrae, Luis Carlos Barboza, “teria ficado impressionado com o potencial da fábrica de sopa”.
A Construtora Presidente, encarregada da construção da fábrica, retomou as chaves do prédio e até mesmo o vigia é impedido de entrar pela porta da frente. A falta de pagamento da obra é o motivo alegado para impedir que os funcionários do governo tenham acesso ao prédio.
“O mato é que toma conta daí”, ironiza Maria José Sampaio, 40, comerciante. “As máquinas estão cobertas de poeira. Não sabemos porque a fábrica está fechada, ao invés de funcionar. Tem tanta gente desempregada no bairro”. Maria José fornecia quentinha para os operários quando da construção. Diz que a filha desejava muito se cadastrar para trabalhar na fábrica. Até hoje, no entanto, continua desempregada.
O cabeleleiro Wilson Santos, 38, critica: “falaram que a fábrica ia gerar muitos empregos. Nunca teve nada. Tantas pessoas precisando de trabalho... Só quem ganhou dinheiro foi quem construiu. A comunidade deveria era invadir, fazer casa aí”.