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Comunidade reclama de mauatendimento no Centro de Saúde



Data de Publicação: 12 de novembro de 2005
 
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Na promessa de ser ampliado para se tornar uma unidade mista, o Centro de Saúde do Bairro de Fátima está há quase 5 meses em reforma. Apesar da obra estar dentro do prazo, que é de 180 dias, pelo que se vê não vai ser entregue tão cedo.

Os atendimentos foram transferidos para um prédio na Avenida Médici, mas os problemas continuam. “Se não estiverem iguais, estão pior. Para marcar demora e só dão remédio quando têm”, disse o taxista Ribamar Alves.

A atendente Adriana Albuquerque informou que para marcar uma consulta tem que chegar bem cedo. Se for para ginecologista, as pessoas ficam desde as 19h do dia anterior, senão não conseguem. Cláudia Reis nunca consultou por causa dessa dificuldade. “Quando vou pela manhã não tem mais vaga”, reclamou.

Maria Nilma Santos, que mora próximo ao prédio que está abrigando o posto, disse que de manhã cedo fica um tumulto de gente na entrada. Depois que consultam ficam na dependência de medicamento, que na maioria das vezes, não tem. “Outro dia estavam doentes meu marido e minha filha, mas não tinha remédio para tratá-los”, contou.

Apesar da propaganda do prefeito Tadeu Palácio, que garante estar qualificando pessoal para prestar um bom atendimento à população, não é isso que os moradores dizem. Na opinião de Nilma, as atendentes são mal educadas e não sabem dar informação, “tem gente que trata mal as pessoas”, lamentou.

Com todos esses transtornos, a falta de opção fez com que um abaixo-assinado fosse passado para que todos os moradores se manifestassem pedindo que o posto da Médici permanecesse mesmo depois que o outro for inaugurado. Para Silvana Costa, que mora próximo do posto em reforma, “lá na Médici é muito distante, principalmente quando precisa fazer nebulização várias vezes por dia”, exemplifica.

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