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Briga entre CBF e clubes europeus divide atletas da seleção



Data de Publicação: 12 de novembro de 2005
 
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A queda de braço entre a CBF e clubes europeus em relação ao jogo Brasil x All Star Team/Kuait Sport Club dividiu e constrangeu os jogadores da seleção brasileira, que está reunida em Abu Dhabi (Emirados Árabes) para enfrentar a seleção local no sábado.

Em entrevista coletiva realizada na sexta-feira no luxuoso hotel Emirates Palace, em que participaram Kaká, Cafu, Ronaldinho Gaúcho e Carlos Alberto Parreira, o meia do Milan e o treinador da seleção criticaram abertamente os clubes. Já o lateral do Milan e o meia-atacante do Barcelona usaram um discurso dúbio.

“Os jogadores falam muito pouco (sobre o veto dos clubes aos amistosos da seleção ), são desunidos. Não adianta apenas eu dar minha opinião aqui e o Roberto Carlos em Madri. Precisamos nos unir. É uma situação muito embaraçosa para todos”, disse Kaká.

“Eu estou contente em servir a seleção brasileira e o Barcelona, mas é difícil eu brigar com o meu clube pois no final é ele quem paga o meu salário. Vou continuar fazendo apenas o que me mandam”, afirmou Ronaldinho Gaúcho. “Estou feliz por jogar na seleção e no Milan. Jogo onde mandarem”, completou Cafu.

A Inter e Milão, onde joga o atacante Adriano, foi a responsável pelo questionamento junto à Fifa sobre a legalidade da partida contra o combinado de jogadores do Kuait. E na quinta, a CBF comunicou que o departamento jurídico da Fifa decidiu que a partida não pode ser considerada um jogo internacional por não se tratar de uma seleção. Com isso, os clubes não são obrigados a liberarem seus jogadores.

A Inter de Milão estava relutante em liberar o atacante Adriano para os amistosos do Brasil. O jogador chegou a pedir para ficar fora da seleção alegando dores no ombro, segundo o site oficial do clube italiano, mas, no dia seguinte, negou que tivesse pedido dispensa.

“A Inter colocou o Adriano numa situação muito delicada. Inclusive ele se apresentou muito abatido pela polêmica que foi criada”, disse Kaká.

O técnico Parreira disse que o cancelamento acabará prejudicando em parte seus plano para a excursão ao Oriente Médico. “Gostaria de observar 18 jogadores nesses dois jogos, mas agora vai ficar muito difícil”, afirmou.

A briga entre clubes e CBF já havia desfalcado a seleção brasileira em 2004, quando a equipe enfrentou o Haiti num jogo organizado pela ONU. O Milan vetou a presença de seus atletas, que posteriormente não foram convocados para jogos das eliminatórias da Copa.

Na época, o atacante Ronaldo fez muitas críticas aos jogadores que, segundo ele, deveriam ter se esforçado para conseguir a liberação. Kaká, particularmente, ficou irritado com as declarações do atacante.

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