Cantador: Boca de Fogo
Chega de ver tanta farsa
Chega de ver tanto engodo
De um governo que se mira
Num lago cheio de lodo
Não vejo chegar a hora
Da gente passar o rodo.
Quatro anos de descaso
E rombos no Maranhão
Só dentro da capital
Pra nossa decepção
São vinte de oligarquia
Com eles na direção.
Veja nossa condição
De vida em São Luís
Destacada entre as piores
Dentro do nosso país
Se isto se chama modelo
Somos um povo infeliz.
Diga lá suas mentiras
Monte a farsa que quiser
Imparcial ou Pequeno
Nós já perdemos a fé
E quem paga essas porqueiras
Também sabemos quem é.
Enquanto eles se mordem
Gatos, cães e rataria
Acabam por sucumbir
Sob a própria oligarquia
Que eles mesmo implantaram
Moldados na hipocrisia.
É para esses que o rei
Quer entregar nosso Estado
Quando quase nada resta
Depois de o haver saqueado,
Como eleitor eu respondo
Pra qualquer cabra safado
Só se eu fosse masoquista
Ou algum abestalhado
Como aquele que prefere
Ser todo tempo enganado
Enquanto isso na corte
De sonhos mirabolantes
As noitadas se repetem
Entre amadas e amantes
Tornando o clima mais quente
E as noites mais depravantes.
Os lourenços que o digam
Quem é que entra primeiro
Se é o rei ou o vassalo
Ou o próprio conselheiro
Que está prestes a se apossar
Do reinado por inteiro.
Ali só entram os do rol
Que querem participar
Da corrupção ativa
Que começou a se espalhar
Pelo Maranhão inteiro
De quatro anos pra cá
Eis a marca registrada
Do governo reinaldista
Babado por uma frente
Composta de parasitas
E com aval da justiça
Fazendo parte da lista
Ilustres de ódio no “freezer”
No meio da comandita
Outros de mágoas eternas
Sob o domínio da ira
Fraudadores da verdade
Defensores da mentira
Num contágio transmissível
Igual cachorro com pira
Que de tanto coçar o rabo
Finda virando qualira
E depois que se acostuma
Se transforma num traíra
Seriam duas burrices
De um povo conhecedor
Ser lesado duas vezes
Pelo mesmo fraudador
Que aceita qualquer galho
Pra se manter ditador
Entre um castelo ruído
E um lago que já secou.
Chega de ver um governo
Onde tudo é ficção
Com tanta obra fantasma
E um dirigente vilão
Serviente de uma dama
Dando uma de durão
Mas cada vez que ela se manda
Se transforma num chorão.
Nós só queremos saber
O que eles tem pra falar
Sobre a Camargo Corrêa
Pra gente se situar
Sobre um dos maiores rombos
que o Estado tem que pagar
Queremos saber também
Como as coisas vão ficar
Para uma Frente fajuta
Que vive de bajular
Se até a roupa do rei
Não dá mais pra lhe guardar
Só chamando o Dr. Peta
Pra ele se perfilar
Bem na frente do rei nu
Para o mesmo se ocultar
É a posição mais perfeita
Para a imprensa não notar
Mais amigo Dr. Peta
Se queres te preservar
Procure um lugar bem longe
Pra Natasha não te olhar