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Vaticano deve receber primeira visita de presidente de Israel



Data de Publicação: 14 de novembro de 2005
 
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O presidente de Israel, Moshe Katsav, deve fazer a primeira visita de um chefe de Estado israelense ao Vaticano nesta quarta-feira (16), e se reunirá com o papa Bento 16, informou nesta segunda-feira a porta-voz do presidente, Hagit Cohen.

A visita à Itália deve durar seis dias. Katsav se reunirá amanhã com o presidente da República italiano, Carlo Azeglio Ciampi, e com o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.

Na quarta-feira, Katsav falará com os representantes da comunidade judaica local e na quinta terá um encontro no Vaticano com o papa, durante o qual discutirão questões bilaterais, a luta contra o anti-semitismo no mundo e formas de reforçar o diálogo entre o judaísmo e o catolicismo, disse a porta-voz.

Segundo o jornal israelense "Haaretz", Katsav também pedirá ao papa que autorize a investigadores israelenses o acesso a documentos dos arquivos do Vaticano.

Autoridades israelenses se queixaram em julho pela omissão, em um sermão do papa feito naquele mês, do atentado suicida ocorrido em Netanya (15 km da Cisjordânia), que deixou cinco mortos. O Ministério do Interior pediu, em um comunicado, que o papa condene os ataques "contra os judeus, do mesmo modo que condena os ataques terroristas contra os outros".

No sermão, Bento 16 condenou os "atentados terroristas execráveis" que afetaram vários países, depois da oração dominical do Angelus. "Estes dias de serenidade e repouso foram perturbados por trágicas informações sobre os execráveis atentados terroristas que causaram morte, destruição e violência em diversos países, entre eles Egito, Turquia, Iraque e Reino Unido", disse Bento 16, que não se referiu ao atentado em Israel.

A polêmica terminou quando o cardeal Angelo Sodano, secretário de Estado do Vaticano, anunciou que um "erro" foi a causa da omissão de Israel na lista.

O primeiro-ministro Ariel Sharon enviou então uma carta a Sodano na qual elogiava a figura do papa, definindo-o como "um sincero amigo de Israel", ao mesmo tempo que lamentava que Israel não tivesse sido mencionado em uma declaração pronunciada pelo papa.

A viagem à Itália do chefe de Estado israelense responde ao convite por parte de Bento 16 e de Carlo Azeglio Ciampi, disse a porta-voz.

Fonte: Folha Online (www.folhaonline.com.br)

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