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Política.com



Data de Publicação: 15 de novembro de 2005
 
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O sabujo

O longo e tumultuado casamento entre o jornalista Walter Rodrigues e Lourival Bogéa chegou ao fim, em meio a uma crise conjugal que há muito vinha sido cantada nos meios jornalísticos. As causas já são de domínio público e estão relatadas na íntegra pelo maior interessado, o dono do Colunão.

Os efeitos, entretanto, são reveladores do caráter de um homem que se jacta de ser paladino dos pobres, quando, segundo revela o Colunão deste final de semana, é um sabujo que coloca a família a serviço dos interesses mais mesquinhos.

Walter Rodrigues conta agora, na versão online de seu Colunão, quem é, verdadeiramente, Lourival Bogéa.

E o faz de maneira a não deixar margens de dúvida sobre seu caráter, deixando, inclusive, bem claro que Lourival se acumpliciou com policiais corruptos, torturadores, assassinos e com um prefeito cangaceiro, hoje secretário de Governo, que o tem à mão, amilhado, sempre que quer se livrar das malhas da Justiça.

A coluna de hoje, faz uma análise dos principais pontos da edição eletrônica do Colunão e o papel de Lourival Bogéa como executor de algumas das campanhas de difamação mais sórdidas do jornalismo contemporâneo, além de aliado de bandidos.

LouriVieira
WR diz que Lourival deve favores materiais ao prefeito cangaceiro Zé Vieira, acusado de improbidade administrativa, grilagem, perseguição, assassinato e violência contra humildes posseiros de Bacabal. Quis dizer, na verdade, que Lourival recebe propina para defender o Lampião do Mearim.
São tão unidos que recebeu de presente do ex-prefeito um apartamento na Ponta do Farol.

LouriMoura
O delegado Luiz Moura foi um dos policiais mais truculentos do Maranhão. Montado, segundo Walter Rodrigues, num esquadrão da morte, chefiava assassinatos e achaques a inocentes ou não. O Colunão afirma com todas as letras que Lourival coloca o seu jornal a serviço do crime (como nos anos 70 do século passado, quando Luiz Moura era o poderoso chefão), tudo de acordo com suas conveniências financeiras.
Ou seja, aceita propina para proteger criminosos.

O seresteiro
O que Lourival Bogéa hoje chama de Casa Mal Assombrada é a residência da família Sarney. Lá, durante bom tempo, foi seu local preferido para bajular a então governadora Roseana, onde, tentando agradá-la, exercitava seus sofríveis dotes de cantor brega.

Numa dessas ocasiões tentou fazer uma entrevista “exclusiva” com Sarney. Depois, Roseana foi sua convidada de honra para a festa de 50 anos do Jornal Pequeno.

Vícios
De forma direta, WR diz que Lourival Bogéa é viciado em mentiras e dinheiro fácil. E diz que em ambos os casos a ação do vício é mais poderosa que merla, um alucinógeno poderoso. Não se sabe se o Colunão quis dizer que há casos de viciados em outras coisas que não somente dinheiro e mentiras no clã Bogéa.

Falsidade
São falsos e caluniosos os “editoriais” que Lourival publicava no seu jornal afirmando que eram psicografados pelo babalaorixá Bita do Barão, de Codó. Os textos, ofensivos à família Sarney, faziam parte de uma campanha cuja marca era a insanidade patrocinada por Jackson Lago.

Difamação
Lourival comandou a maior campanha de agressões morais contra a mulher do governador José Reinaldo. Muitas vezes sugeriu e, noutras, deixou explícito que a mulher do então vice-governador a traía abertamente. As notas eram publicadas no seu jornal, na época a serviço de Jackson Lago.

Hoje, Lourival recebe, segundo subtende-se do que diz o Colunão, 60 mil reais por mês para elogiar o casal.

Amigão de Ricardo
O redator do Colunão também diz com todas as letras o que Veja Agora, por uma questão ética nunca disse: tanto Lourival quanto Walter Rodrigues eram amigos muito próximos do ex-deputado Ricardo Murad. WR diz que Ricardo uma vez pediu a interferência dele para que o prefeito de Imperatriz, na época, Jomar Fernandes, saldasse um débito que tinha com o Jornal Pequeno. É verdade.

É esse o homem – um

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