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Lula prepara discurso para manter Palocci no governo



Data de Publicação: 15 de novembro de 2005
 
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Num gesto para tentar segurá-lo no Ministério da Fazenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um discurso público forte em defesa de Antonio Palocci Filho, sua política econômica e sua honra. O gesto é aguardado por Palocci, que saiu de Brasília no feriado para avaliar se continua ou não na Fazenda.

O discurso pró-Palocci deverá ser feito por Lula na primeira solenidade ou declaração pública desta semana.

A intenção é abordar, segundo as palavras de um auxiliar, “a importância do trabalho de Palocci para o país”. Ou seja: dizer que sua eventual saída poderia gerar uma desestabilização na economia que ele não pretende deixar que isso aconteça. Haveria ainda menção específica à “honradez” e “seriedade” do ministro da Fazenda.

Palocci está sofrendo ataques em três frentes: acusações de corrupção com origem em afirmações de ex-auxiliares, crítica da ministra Dilma Rousseff à política econômica e pressão de petistas, aliados e até oposicionistas para que aumente os gastos públicos.

Cálculo político
Lula não deseja que Palocci deixe o governo, mas o ministro pode sair por cálculo político. Exemplo: se avaliar que terá mais a perder ficando, vendo seu poder definhar, sairia em breve. Nesse caso, a opção de Lula, segundo apurou a Folha, seria o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), que abandonou as críticas a Palocci e se transformou em seu defensor número 1 nas últimas semanas.

Nos bastidores, permanece a tentativa de entendimento entre governo e oposição para colocar limites na guerra que travam em torno das CPIs.

Além do acordo para tentar deixar fora das CPIs familiares do presidente e de tucanos de peso, como Serra e FHC, acertou-se que alguns canais de comunicação precisam permanecer abertos.

O emissário de Lula reclamou de ataques da oposição a Palocci. Ouviu do tucano que eles começam no próprio governo e entre ex-auxiliares do ministro. Ambos avaliaram que há fatos (investigações da imprensa e das CPIs) que não podem ser controlados por acordo de cavalheiros.

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