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Falta d’água revolta moradores



Data de Publicação: 15 de novembro de 2005
 
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Lira

“A gente não pode ficar mendigando água a vida toda”, disse Wellington Freitas, morador da Rua São Benedito, no bairro do Lira, onde a falta d’água atormenta a vida da comunidade. Segundo os moradores, o problema se arrasta há mais de 10 anos, mas há três meses a situação se agravou. Se antes a água chegava nas casas situadas na parte de baixo da rua, hoje nem isso.
Revoltados com a situação e cansados de esperar por soluções da Caema, na semana passada os moradores se reuniram, perfuraram a rua para encontrar o cano que deveria fornecer água para as casas e encherem baldes para abastecer suas casas.
Nem com a medida drástica da comunidade a Caema agiu. O buraco feito pelos moradores continua lá. As pessoas continuam enchendo seus baldes no cano, mas nas torneiras das casas a água continua sem chegar. Os moradores dizem que vão esperar até amanhã para que o problema seja resolvido. Segundo eles, se a Caema tapar o buraco e a água não chegar a todas as residências, eles vão cavar outro buraco à procura do cano central.
A idéia de furar a rua à procura do cano foi uma iniciativa da comunidade para tentar resolver um problema que se arrasta por muitos anos, segundo explica Wellington. Antes, eles recebiam água à noite, depois nem mais à noite. “Apenas um cano no começo da rua fornecia água. Um rapaz que mora próximo ao cano implicou e fechou a torneira, e nem mais essa fonte nós temos”, contou Wellington.. Os moradores dizem que antigamente, para amenizar a situação, a Caema enviava carros pipa, mas hoje se alguém quiser tem que pagar.
Com 82 anos, Lourença Almeida Pereira acorda de madrugada para pagar algununs rapazes que enchemseus baldes. Ela paga R$ 1,00 por cada balde de água que os rapazes enchem, além da conta da Caema. “E não cobram barato. É de R$ 30,00 para cima”, reclama. “A Caema já está ciente dessa nossa situação há muito tempo. Sempre dizem que vão mandar uma equipe e nada”, reclamou.
A casa de Rosa Maria Freitas está há 6 meses sem água e mesmo assim ela recebe contas no valor de R$ 98,00 para pagar. Ela conta que as últimas casas da rua não sabem o que é água há mais de 2 anos.

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