U.I. Carlos Madeira
Fios elétricos expostos, paredes sujas, lixo e esgoto. Esse é o cenário que se pode ver na frente da Unidade Integrada Carlos Madeira, Anexo São Raimundo, no bairro do São Raimundo. Sem qualquer placa de identificação, a instituição é uma escola comunitária cedida para o município, segundo informa a diretora Angelita Moraes. Ela diz que são 400 alunos de ensino fundamental na escola que funciona em dois turnos.
Mas se o exterior do prédio denuncia descaso com o patrimônio e com a população por parte do prefeito Tadeu Palácio, o interior só reforça essa impressão. Paredes sujas e bancos quebrados clamam por manutenção. Apesar das evidências, entretanto, a diretora diz que não faz muito tempo que a escola passou por reforma. E atribui aos alunos o estado da mesma. “Eles destroem tudo”, diz.
“Quando está limpo é desse jeito”, critica o aposentado Sebastião Costa, 70. “Os dirigentes não têm cuidado com nada. Isso aí é só nome. De manhã é uma diretora, à tarde é outra. Tudo diz a mesma coisa, não sabem de nada. Aí vai passando o tempo”, denunciou.
Patrocínio Santos, 49, concorda com a opinião de Sebastião. “Esses colégios daqui a gente não acha um para dizer benza Deus. São umas bagunças. A merenda no Colégio Odylo Costa Filho não presta”, diz referindo-se a uma escola do município no bairro Alto da Esperança.
Segundo a moradora Lurdes Leude, 31, dona de casa, o esgoto em frente ao colégio há muito tempo. “Isso aí é uma zorra. Parece que não tem nem diretor. Uma vez na vida, outra na morte eles limpam aí na frente”, concluiu.