O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PMDB) diz que pretende lançar sua candidatura ao Senado ou à Câmara, caso seu partido decida apoiar PSDB ou PT nas eleições presidenciais do ano que vem.
Até o dia 5 de março, data das prévias do PMDB, a prioridade de Garotinho é intensificar uma campanha dentro do partido para lançar sua candidatura à Presidência. Se não for o escolhido para concorrer, Garotinho disse que apoiará o candidato do PMDB.
“Mas, se o partido decidir apoiar o PSDB ou o PT, aí não vou. Vou reunir o diretório do Rio de Janeiro e decido por uma candidatura no Estado, que pode ser a senador ou a deputado federal pelo PMDB”, afirmou. Para ele, os dois partidos representam a mesma política econômica.
Garotinho disse que, em caso de discordância com a decisão das prévias, não terá problemas em permanecer no partido, “porque, em outras oportunidades, isso já ocorreu com outras pessoas”.
Apesar de assessores relatarem aproximação com o vice-presidente José Alencar, a quem convidou para se filiar ao PMDB, Garotinho disse descartar alianças com ele. O PRB (Partido Republicano Brasileiro), ao qual Alencar se filiou, foi criado com base em assinaturas colhidas pela Igreja Universal do Reino de Deus.
Garotinho cita como impedimento de aproximação com a Universal críticas que vem recebendo do jornal “Folha Universal”. Disse que avisou ao senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) sobre a possibilidade de processar o jornal por “calúnia, injúria e difamação”. Declarou que não mantém contato com Alencar desde que o vice-presidente optou pelo PRB. “Nunca mais nos falamos.”
Para Garotinho, o objetivo de quem levanta a hipótese de acordo com Alencar e identificação com os evangélicos é afastá-lo dos eleitores de outras religiões, para minar sua candidatura. “Quando baixar os juros, vou baixar juros dos católicos, dos espíritas, dos evangélicos e dos ateus”, disse.
O ex-governador defendeu a importância de uma candidatura própria do PMDB e disse que, a partir deste final de semana, se dedicará a visitar três cidades por dia para atrair os diretórios das regiões e falar às bases do partido.
Em paralelo, quer garantir sua indicação com apoios da liderança tradicional do PMDB. “Para quebrar a resistência dos que dizem que não tenho histórico no partido”, explicou.