Apesar de ter sido localizado por volta das 19h30 da noite da última segunda-feira, na Vila Maranhão, na manhã de ontem, ainda permanecia no Instituto Médico Legal, o corpo do estudante José Renato Galvão Gomes, 17 anos, que residia na Vila Embratel. O corpo foi encontrado enterrado na Vila Maranhão.
De acordo com informações da faxineira Rosilene Galvão Gomes, mãe da vítima, na noite do último dia 3, ele saiu de casa com destino a casa da namorada conhecida como Luciana, que residia na Vila Maranhão. “ Eu tinha recebido a bolsa escola do meu outro filho, daí ele me pediu 15 reais para comprar um presente para ela. Ainda pedi para que não saísse, mas contente, meu filho disse que iria ficar na casa da tia da namorada e que voltaria na quarta-feira(08/11)”, disse a mãe da vítima.
No dia marcado, o jovem não apareceu, porém como imaginava que ele ainda estivesse em companhia da família da namorada, a faxineira se despreocupou. Na noite de segunda-feira, a tia de Luciana, que não teve o nome revelado, foi à casa de Rosilene informando que havia encontrado um corpo enterrado, e que acreditava ser do filho dela.
“ No local do achado, os moradores estavam comentando que meu filho foi visto pela última vez na Vila Maranhão, até às 17h do sábado(4) jogando bilharina. Se a metade do corpo estava enterrado, inclusive a cabeça, como ela(tia) pode ir me avisar que achava que o corpo era do meu filho? Essa morte está muito estranha”, declarou Rosilene.
O fato do jovem está desaparecido há vários dias, e somente anteontem a família de Luciana ter ido avisar, também levantou a suspeita da família da vítima. Segundo informações que a médica teria repassado a mãe da vítima, a caixa torácica estava quebrada. O corpo foi liberado ainda na manhã de ontem, e velado na casa da avó da vítima, na Vila Embratel. O enterro ocorreu á tarde, no cemitério daquele bairro.
O caso será investigado pela equipe do 16º DP, na Vila Embratel. Segundo a mãe da vítima, que estudava no Cema na Vila Embratel, o mesmo não era usuário de drogas, não tinha inimigos, e nem pertencia a “galera”.