Parlamento Estudantil
Repercutiu na Assembléia a notícia dada por Veja Agora atribuindo ao presidente da Casa, deputado João Evangelista (PSDB), o uso político do programa “Parlamento Estudantil”.
Segundo denúncia deste matutino, o presidente utilizou toda a estrutura do projeto para atacar o grupo de oposição ao governador José Reinaldo, além de, com a iniciativa, satisfazer aos desejos políticos do seu filho, José Neto, que, coincidentemente, foi eleito presidente do parlamento formado por estudantes.
João Evangelista falou irritado, quando presidia a sessão, da importância do projeto e criticou Veja Agora pela matéria publicada na edição nº. 98, mas não teve coragem de citar o nome do jornal. “Apesar do que escrevem por aí, essa é uma iniciativa que deve ser louvada”, disse.
O deputado Joaquim Haickel (PMDB) saiu em defesa do projeto e, ao invés de defender com argumentos o projeto do colega João Evangelista, resolveu agredir o jornal, acusando Veja Agora de fazer jornalismo marrom. “O que vemos hoje é uma exacerbação, pelos jornalistas, da molecagem que virou a política maranhense”, declarou visivelmente irritado. Veja Agora lamenta as agressões do deputado ao mesmo tempo em que lamenta a “molecagem que virou a Assembléia Legislativa do Maranhão” para usar as mesmas palavras do parlamentar.
Numa roda formada pelo deputado e por jornalistas de vários veículos, o peemedebista foi voto vencido. Todos concordavam que foi de extremo mau gosto a forma como a presidência da Assembléia utilizou o fato e os alunos como massa de manobra para atacar a oposição e tecer loas ao governador José Reinaldo.