Agentes de saúde de São Luís fizeram ontem pela manhã paralisação de advertência em frente à Biblioteca Pública Benedito Leite para protestar contra o prefeito Tadeu Palácio. Os agentes reclamam da Secretaria Municipal de Saúde e da empresa contratada pela Semed para administrar o trabalho da categoria, o Ciap - Centro Integrado de Apoio Profissional.
Segundo Pedro Castro Bastos, presidente do sindicato dos agentes de saúde, desde 1997 a categoria não tem reajuste salarial. “Em 97, no início do programa, nós recebíamos o equivalente a dois salários e meio, diz ele. Em agosto de 2003, quando a empresa (Ciap) firmou contrato com a Secretaria de Saúde para assinar nossas carteiras, houve redução no salário. Passamos de 300 para 240 reais. Estamos lutando para reajustar nosso salário e não estamos conseguindo”.
Pedro reclama que o prefeito Tadeu Palácio se recusa a falar com eles (agentes). Já protocolamos ofício para tentar falar com ele, mas ele diz que é com a Semed e a Semed alega que não tem recursos. O presidente do sindicato ressalta que o programa de agentes de saúde é federal. E reclama: o pessoal do Samu, que também é federal, tem salário de 800 reais.
Segundo Pedro Castro, além de reajuste salarial, a categoria exige o pagamento de 20% de salubridade e tíquetes para os agentes do PCAS - Programa Comunitário de Agentes de Saúde. Para o pessoal da dengue, as reivindicações são da classificação da carteira dos motociclistas, integração de 88 vales transportes e adicional de salubridade para os motoristas. Os agentes exigem ainda protetor solar para toda a classe.
De acordo com o presidente do sindicato, na próxima sexta-feira deve haver outra paralisação. Se o problema não for resolvido, os agentes de saúde devem entrar em greve.