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Comunidade da Vila Isabel reclama do posto de saúde



Data de Publicação: 18 de novembro de 2005
 
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Atendimento péssimo e consultas que duram, no máximo, dois minutos. Esse é o tratamento que recebem os cidadãos que recorrem ao Posto de Saúde Embrião, na Vila Isabel, quando conseguem marcar uma consulta. Depois desse diagnóstico rápido, a próxima parada é a fila da medicação, que não é grande porque quase não existe remédio para distribuição.

Silvia França diz que o médico que diagnostica com tanta velocidade é o clínico geral e suas receitas são sempre as mesmas. Ela e outras moradoras já pensaram em denunciar esse médico que é cirurgião em outro hospital, mas não sabem para quem fazer a denúncia. “O médico nem olha para a cara da gente e receita o mesmo remédio para quem vai com dor de cabeça ou de barriga. Só pode ter só esse remédio no posto”, ironiza.

Para marcar essa e qualquer outra consulta as pessoas chegam bem cedo, “às vezes o médico nem vem”, diz Cátia Soares Souza. Por dia são agendadas 10 pessoas e além da fila, os moradores ainda têm que se submeter ao mau humor dos funcionários.

Silvia reclama que os atendentes não são preparados para dar nenhuma informação. “Tem pessoas que ficam desde a madrugada na fila e na hora que os funcionários chegam informam que não tem consulta naquele dia”. Ela também fala do atraso dos médicos. Consultas marcadas para 8h, os médicos atendem 12h. “Todo mundo tem horário para trabalhar. Os médicos chegarem num horário desse é um desrespeito com a população”, critica.

Para Nadiene Martins Andrade, a única médica que presta é a pediatra. “O restante dos trabalhadores fazem acepção de pessoas, só dão ficha para os amigos e nem precisa a pessoa chegar cedinho”, alertou. Nadiene denunciou que os remédios são levados pelos próprios funcionários no dia que chegam. Por isso quem precisa de remédio dois dias depois que os mesmos são entregues, não recebem.

Nadiene não soube informar qual o horário exato para consultas, porque cada dia acontece num horário. “Às vezes só de manhã, outras vezes à tarde. Todo dia muda e o pior é quando não tem nem médico”, disse.

A diretora, única médica que passou na peneira dos moradores, não deu entrevista porque recebeu ordens para encaminhar qualquer jornalista à secretaria de saúde.

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