Milhares de integrantes das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa - braço armado do Fatah-- se reuniram na quinta-feira na Cidade de Gaza para exigir uma investigação sobre a morte do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) Iasser Arafat.
Os ativistas - muitos deles armados - fizeram manifestações na Cidade de Gaza para pedir aos líderes palestinos que desenvolvam uma investigação definitiva sobre as circunstâncias da morte de Arafat.
As ruas de Gaza foram decoradas com as bandeiras amarelas do Fatah, e as vermelhas, negras, brancas e verdes palestinas.
Asa Tafesh, dirigente local das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, afirmou, em pronunciamento, que “não investigar as causas da morte de Arafat provocará mais confusão na região”. “Não é o suficiente convocar cerimônias em memória de Arafat como se ele tivesse morrido por velhice”, disse.
Morte
Arafat morreu em um hospital militar francês em 11 de novembro de 2004, em circunstâncias ainda não esclarecidas totalmente. O líder palestino havia sido levado à França e internado dias antes.
O jornal árabe “Al Quds al Arabi” publicou ontem uma entrevista com Ahmed Abdul Rahman - alto funcionário da ANP e um dos assessores mais próximos a Arafat - na qual ele denuncia que o dirigente palestino teria morrido após a injeção de veneno pela orelha.
“Arafat foi envenenado pouco antes de adoecer em 25 de setembro de 2003, e a agonia durou 16 dias. A doença provocou a perda de 13 quilos”, disse.
Segundo Abdel Rahman, Arafat pode ter sido envenenado durante a distribuição constante de abraços e beijos a curiosos e simpatizantes.