UEMA sucateada
Seguindo a política de José Reinaldo de aprovar todos os projetos que beneficiem eleitoralmente os seus aliados e de vetar de forma irrestrita todos os apresentados pelos oposicionistas, foram votadas e aprovadas, na sessão da última quinta-feira (17), outras três mensagens do Executivo.
Os projetos de lei, que criam centros de ensino superior nas cidades de Zé Doca, Presidente Dutra e Colinas, foram votados em regime de urgência durante sessão extraordinária. Os pareceres favoráveis foram emitidos em plenário, pelas Comissões de Constituição e Justiça, Educação, Ciência e Tecnologia e de Relações do Trabalho e Administração Pública.
Até certo ponto, a criação dos centros seria atitude louvável, não fossem os interesses escusos que se escondem por trás da manobra. Com a criação dos centros, José Reinaldo visa, apenas, a angariar mais apoio para as eleições do ano que vem, fato comprovado pelas denúncias do deputado César Pires (PFL) e pelo visível estado de sucateamento dos campi da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão) já existentes.
Antes da votação e aprovação das matérias, o pefelista pronunciou-se da tribuna e criticou o que chamou de “sandice pueril, infantil e ingênua”.
Ensino superior sucateado
O deputado deu várias mostras do descaso de José Reinaldo com a educação superior no Maranhão e revelou o estado em que se encontram os centros de ensino superior já existentes no interior e na capital. “Em Bacabal, por exemplo, existe uma obra parada porque o governo não pode pagar duzentos mil reais”, disse. “E isso vem prejudicando os alunos”, completou.
Segundo o parlamentar, em Imperatriz a situação não é diferente. César Pires lembrou que, durante a realização da Assembléia Itinerante, o presidente João Evangelista (PSDB) afirmou que mudaria de nome se as obras não fossem concluídas em 60 dias. “Hoje, até as máquinas foram subtraídas do local das obras, porque o governador não pagou a empreiteira contratada”, relatou o parlamentar.
César Pires denunciou ainda problemas em Caxias – onde o Conselho Federal de Medicina (CFM) ameaça fechar o curso de Medicina Preventiva, porque o governo não concluiu o hospital –, Grajaú – onde foi criado um curso de Zootecnia para apenas sete alunos – e reforçou o estado de verdadeiro caos por que passa a biblioteca do campus Paulo VI, em São Luís.
Encaminhando a votação, o deputado foi categórico. “Vamos votar a favor da educação, mas que a liderança do grupo explique para o governador que não é assim que se faz Ensino Superior”, finalizou.