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Polícia descobre trama criminosa em Bacabal



Data de Publicação: 19 de novembro de 2005
 
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Somente 13 anos depois, uma trama macabra ocorrida em 92, no município de Bacabal, começou a ser elucidada pela polícia. O pagamento de 280 mil de uma apólice de seguro levou a prisão de uma falsa viúva e revelando que o de cujus(morto) dado como morto, está vivo, residindo na cidade de Macapá, e que não tinha nem idéia dessa trama criminosa envolvendo o nome dele.

De acordo com informações do delegado Marcos Antônio Fonseca, o Ministério Público pediu que um suposto afogamento ocorrido em 92 fosse reaberto e investigado. No curso dos trabalhos, chegou-se ao nome de Marilene Ferreira Maciel. “Ela foi à pessoa que esteve em Bacabal e reconheceu o corpo como sendo de André Luís A. dos Santos”, informou o delegado. No bolso da vítima, documentos em nome de André foram encontrados.

O corpo do homem encontrado na época, na verdade, antes de ser jogado no rio foi assassinado com um tiro no pescoço, o que leva a crer que a quadrilha integrava por Marilene, além do crime de fraude, também está envolvida no de homicídio. Com documentos falsificados, que a polícia ainda não descobriu como os bandidos tiveram acesso, a quadrilha fez uma apólice de seguro com uma seguradora de Belém, dois meses antes de André ser dado como morto.

Para facilitar as investigações, o delegado representou pela prisão temporária de Mariluce, o que foi acatada, porém, quando estava expirando o prazo, o MP representou pela preventiva, o que foi acatado pela Justiça. Ela se encontra presa na Delegacia de Paço do Lumiar. Em depoimento, ela já confessou a fraude, declarou o envolvimento de outras três pessoas, entre elas, um funcionário da seguradora e um advogado, apontado como mentor intelectual da trama, mas não informou como e de quem era o corpo usado no golpe.

“Ela disse que não recebeu o dinheiro, e que para fazer tudo que fez iria ficar com uma pequena parte, o que acabou não acontecendo”, finalizou o delegado. Ainda em depoimento, Marilene disse, ainda, que passou uma procuração para o tal advogado, cujo nome não foi mencionado. As investigações continuam.

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