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Donos de bares afirmam que "Lei Seca" prejudica renda



Data de Publicação: 2 de novembro de 2005
 
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"Não estou achando boa essa lei não. Não tenho como pagar a conta de água e luz do meu bar. Em vez de mandarem a gente fechar mais cedo, deveriam colocar é policiamento para garantir a nossa segurança e a dos nossos clientes". Esse é o desabafo de Cléber Costa, dono de um quiosque no Anel Viário, sobre a portaria nº 17/2005, da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, mais conhecida como a "Lei Seca" por proibir a venda de bebida alcoólica depois das 23 horas.

Ontem, Cléber e mais trezentos proprietários de bares de São Luís estiveram reunidos com o superintendente da Polícia Civil na capital, delegado Marcos Afonso Júnior, e o comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Francisco Melo, para discutir a portaria.

A reunião aconteceu no auditório da Superintendência da Capital. Além dos delegados citados, também participaram promotores das cidades de Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar, que também são abrangidos pela portaria.

Apesar da insatisfação de uma boa parte dos donos de bares, o coronel Francisco Melo disse que não tem como alterar a lei, nem mesmo no horário de fechamento dos estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas. "Essa resistência era esperada. Por isso mesmo estamos fazendo essa reunião, para esclarecer a portaria e conscientizar os proprietários de bares da importância dela", declarou.

Segundo o Coronel Melo, a resistência maior dos donos de bares acontece na sexta, sábado e domingo, dias mais movimentados para o setor de eventos festivos. Durante a reunião, também foi mencionada a Lei de Zoneamento, para definir o que é e o que não é área residencial em São Luís.

O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Paulo Humberto Aguiar, afirmou que fará uma assembléia geral com os 130 associados da entidade para saber qual o procedimento a ser adotado. De acordo com ele, há em São Luís mais de 8 mil estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas.

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