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A arbitrariedade de um traidor



Data de Publicação: 23 de novembro de 2005
 
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A ação criminosa dos aliados de José Reinaldo e de Domingos Dutra que invadiram e depredaram as instalações da TV Cidade de Coroatá, já fez sua primeira vítima: foi o tenente Joanílson, chefe do destacamento daquela cidade.

Homem íntegro e militar de conduta ilibada, o tenente foi afastado das funções apenas porque cumpriu seu dever de proteger as instalações da TV Cidade, que estava sendo invadida por criminosos comuns. E mais, as informações que chegam de Coroatá dão conta que o prefeito teria exigido do tenente que prendesse o diretor da TV, Carlos Rios e o repórter José Júnior. Como não se subordinou as arbitrariedades de Luis da Amovelar, o tenente recebeu ordem do seu comandante, coronel Romão, para que se transferisse de imediato para o município de Codó. A ordem de remoção do tenente Joanílson partiu expressamente do governador, atendendo reivindicação do prefeito.

A atitude mesquinha e covarde do governador cobre de vergonha a briosa Polícia Militar, que agora se vê no dilema de retornar aos tempos mais rudes do estado policialesco, para se transformar em instrumento de coação e perseguição política. Não é tentando desonrar uma corporação que pauta sua existência de mais de um século no estrito cumprimento de suas funções constitucionais, que o governador vai conseguir impor o estado beligerante que tenta implantar no Maranhão.

O tenente Joanílson é um exemplo de militar. Sua conduta, ao invés de atrair a sanha doentia do governador contra si, deveria receber a medalha do Mérito Militar, já que foi pautada nos princípios da legalidade e da defesa da segurança pública. A forma disciplinada como recebeu a torpe punição imposta por seu superior a mando do seu Comandante-em-Chefe mostra o seu caráter de servidor público honesto e militar íntegro.

O episódio revela a face grotesca de um governante que persegue aqueles que cumprem a lei, mas protege criminosos. A invasão da TV Cidade de Coroatá é mais um episódio que ajuda a sepultar a imagem do homem público que vem se servindo do cargo para cometer arbitrariedades, perseguir adversários e se aliar a desordeiros, corruptos e protetores de bandidos.

Aliados, José Reinaldo, Luis da Amovelar e o vereador Ciba estão construindo a página mais negra da história do nosso estado. Mas não conseguirão silenciar nem a TV Cidade nem Veja Agora. Continuaremos aqui, em nossa trincheira, defendendo os maranhenses, a gente de nosso estado que tem direito a voz, e não merecem se transformar em alvo da sanha de administradores que se voltam contra o povo para satisfazer seus objetivos políticos, eleitorais e financeiros.

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