Repercutiu, ontem (22), na Assembléia Legislativa, a invasão e depredação do prédio onde funciona a TV Cidade, em Coroatá. Deputados se manifestaram contra o vandalismo e a favor da liberdade de expressão e de imprensa, direitos básicos garantidos pela Constituição Federal.
A primeira a se manifestar da tribuna do plenário foi a deputada Helena Heluy. Em seu discurso, ela cobrou seriedade nas investigações. “Espero que os fatos sejam apurados com seriedade”, declarou a petista.
Teresa Murad (PMDB) também denunciou o que chamou de perseguição política. Ela acusou o prefeito Luís da Amovelar (PTB) de praticar, com freqüência, atos de ilegalidade e vandalismo em Coroatá. “Desde a época da eleição o nosso grupo vem sofrendo uma perseguição jamais vista”, disse a deputada. “O que ocorreu no domingo foi lamentável. O prefeito de Coroatá jamais quis proteger a população do município, se o fizesse, não teria demitido quase duas mil pessoas e decretado um concurso público ilegal”, completou.
A peemedebista esclareceu que, para ter validade, a lei que institui o concurso deveria ter sido aprovada por maioria absoluta na Câmara Municipal. “A lei aprovada na Câmara é ilegal, por não ter sido aprovada pela maioria absoluta dos vereadores, de acordo com a Lei Orgânica do Município”, explicou.
Mostrando-se alheio à discussão, Rubens Pereira (PDT) tentou defender o prefeito, afirmando que o projeto de lei era legal porque havia sido aprovado com cinco votos contra um na sessão em que foi apreciado. Em aparte, seu colega de partido, Pavão Filho, alertou-o para o que diz a Lei Orgânica do Município. Pereira ficou desconcertado e acabou por lamentar o “episódio triste” ocorrido na cidade.
Após a sessão, a deputada Helena Heluy voltou a se pronunciar e disse que é, em todas as instâncias, a favor da liberdade de imprensa. “Eu sou partidária da liberdade de imprensa em todos os âmbitos e espero que as responsabilidades sejam apuradas”, concluiu.