Há mais de dois meses a ponte na Estrada da Maioba desabou e não existe uma sinalização no local para que os motoristas desviem por outros caminhos ou para evitar acidentes, principalmente à noite, já que no local não existe iluminação pública.
Isso é o que, no mínimo, os moradores da área exigem para segurança própria, já que a estrada é passagem diária de mais de 1.500 veículos, como estima o carroceiro Fredson Dias dos Santos. Depois que a ponte cedeu, nem carroça passa mais, apenas moto e bicicleta. Mesmo assim ainda acontecem acidentes. “Já vi um rapaz cair com a moto e um carroceiro que arriscou passar também”, contou.
Para Anita dos Reis Abreu, dona de uma madeireira próxima a ponte, “o governo já estava ciente da possibilidade do desabamento quando ainda tinha apenas um buraquinho”, disse. Segundo ela, com o agravamento da situação da ponte, a imprensa foi chamada, mas nenhuma obra foi feita.
A interdição total aconteceu quando um caminhão caiu no local. Desse dia em diante muitos dos clientes de Anita desistiram de fazer compras na sua loja por causa da dificuldade de acesso. Por falta da ponte, quem quiser chegar até a madeireira tem que fazer um desvio pela Rua 1 que vai dar no Cohatrac, informou Anita. “Tive uma perda de 30% nas vendas”, reclamou.
Quem se encoraja a passar pelo local põe em risco a sua vida e das pessoas que moram lá próximo. Anita contou que no dia anterior um motorista que desconhecia o trecho foi atravessar com certa velocidade e perdeu o controle e saiu da pista. Por sorte não foi grave.
Os engenheiros civis José de Ribamar Carvalho e Ursulino Sampaio Santos reclamam tanto do desvio de quase 3 km que fazem para chegar a madeireira, como do estado de abandono de toda aavenida. Ribamar diz que toda a estrada está depredada.
Ursulino aproveita para ironizar o governador José Reinaldo dizendo: “Esse é o melhor governador que nós tivemos”. Logo depois ele aproveita para alfinetar: “Zé Reinaldo só quer saber de fuxico, ao invés de trabalhar”.