Era um protesto
Foram soltos ontem, por determinação da juíza Larissa Rodrigues Tupinambá Castro - da Central de Custódia de Presos de Justiça de Imperatriz, os índios Guajajaras Olímpio Santos Wiramuru Guajajara, Patrocínio da Silva Rodrigues, o "Chininha", Vicente Sousa Ferreira e Marciano Filho Guajajara, além da auxiliar de enfermagem Angelina Silva Marinho, mulher de Olímpio.
Os quatro silvícolas e a mulher branca foram presos no dia 31 de outubro passado por policiais federais, acusados de ter seqüestrado o funcionário da Fundação Nacional de Saúde - FUNASA, Alessandro Queilan Sousa Cardoso, ocorrido no dia 19 de outubro. Além de seqüestro, eles foram acusados de formação de quadrilha e cárcere privado.
Eles tiveram a prisão relaxada através de um pedido formulado pelo procurador da Fundação Nacional do Índio- FUNAI, Ezequiel Xenofonte Júnior. Na exposição de motivos, o procurador disse que o caso não caracterizou um seqüestro e, sim, uma maneira de protesto para que o governo melhore as condições de saúde das aldeias indígenas no Maranhão.
Alessandro Queilan teve a ajuda de índios da aldeia onde ele se encontrava como refém para fugir. Ele conseguiu sair da aldeia na garupa de uma moto pilotada por um índio Guajajara. Os índios e a auxiliar de enfermagem vão responder processo em liberdade, uma vez que houve apenas o relaxamento da prisão, mas o processo continua em andamento.