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Até Fernando Henrique Cardoso repudia ato covarde de José Reinaldo e Aderson



Data de Publicação: 26 de novembro de 2005
 
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Desmoralizando os farsantes


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra do PSDB, mesmo partido do deputado Aderson Lago, passou uma reprimenda pública no puxa-saco de José Reinaldo e condenou o deputado tucano que serviu de instrumento para a retirada do Convento das Mercês da administração da Fundação José Sarney, colocando em risco todo o acervo de mais de 40 mil obras e documentos ali reunidos.

É público e notório que o projeto de Aderson Lago serviu apenas para por em prática a ação mesquinha e revanchista do governador para agredir o senador Sarney. O ex-presidente FHC, intelectual de renome internacional, como Sarney, que percebe o interesse e a necessidade de preservação de nossa história para estudos das gerações futuras, se solidarizou com o maranhense e falou da importância de manutenção da biblioteca e da Fundação José Sarney como patrimônios culturais da Nação.

Ao lado, na íntegra, o depoimento do ex-presidente Fernando Henrique em solidariedade a Sarney.

"O país e uma nação se formam com muitos elementos. Um deles é a memória. É saber o que aconteceu. Nesse sentido, as bibliotecas presidenciais são fundamentais. Eu acho que o que aconteceu no caso do Brasil, feito pelo presidente Sarney, foi muito importante.

Talvez tenha sido ele o primeiro presidente que tenha reunido seu material e tenha preservado a memória de seu governo. Memória não é para fazer auto-elogio. Memória é para que os outros depois possam estudar, possam ver o que aconteceu, para que realmente se recupere uma dimensão que é importante na formação do país e que permite uma visão mais adequada, até mesmo numa expectativa de futuro.

Não foram muitos presidentes que guardaram documentos e menos ainda os que fizeram disso alguma coisa acessível aos demais.

Aí, no Convento das Mercês, foi o que aconteceu. Eu acho muito importante porque eu visitei, eu conheço a biblioteca do presidente Sarney. Agora, estou tentando organizar uma biblioteca presidencial, aqui em São Paulo.

Outros presidentes deixaram seus documentos aos cuidados de outras instituições, tudo bem! Eu acho que é muito importante que haja essa preservação. Eu visitei algumas bibliotecas presidenciais, uma assessora minha visitou muitas bibliotecas mundo afora. É algo que é difícil de fazer e quando é feito deve ser aplaudido, deve ser mantido, preservado.

Gostaria de dar minha palavra, não apenas de solidariedade ao presidente Sarney, mas muito mais do que isso: da importância para o Brasil da memória dos presidentes e nesse caso, especificamente, da biblioteca e da fundação que o presidente Sarney organizou com seus amigos e que hoje é patrimônio nacional. Deve ser preservada".

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