Localizada em um dos bairros mais antigos da cidade, a Praça da Conceição, no Anil, foi reformada pela última vez em 1995. De lá para cá, vem sofrendo os desgastes do tempo, da falta de manutenção e da péssima administração.
Segundo Ludimar Barros Passinho, encarregado de uma lanchonete na praça há 20 anos, depois dessa reforma, o local foi abandonado. Os únicos freqüentadores do local são uns mendigos e a noite uns bandidos que assaltam os estudantes que saem do colégio.
Por falta de cuidado, já morreram três mangueiras, contou Ludimar. A comerciante Gilma Maria Oliveira confirma a informação. Ela cultiva várias plantas em frente a sua loja e próximo à casa onde mora.
A informação que o Instituto Municipal da Paisagem Urbana (Impur) divulga no seu site com o título de “Irrigação de áreas verdes na capital é intensificada” é desmentida pelos moradores do Anil, “porque se isso acontecesse às plantas não estariam morrendo”, dizem.
Gilma reclama também do esgoto que escorre bem na borda da praça na Rua Cônego Tavares. “Esse incômodo já perdura por muitos meses também, sem nenhuma providência da prefeitura. Enfeia o local e torna difícil o trajeto de veículos”.
Enquanto ninguém resolve nada, a praça sem iluminação, com o piso e canteiros rachados e plantas morrendo, fica esquecida e servindo de moradia apenas para mendigos que apenas sujam mais o local. “A situação está péssima. Se não fossem os moradores daqui de perto, isso aqui estaria bem pior”, disse Paulo Roberto Cartágene.