Edição 108A ROUPA NOVA DO REI
27/11/2005 - A pedido de um bufãoE a ordem de um traidor A madre-deus ficou tristeDesterro em peso chorouContra uma lei injustaQue a assembléia aprovouO Convento das MercêsNas suas atividadesCom as crianças carentesDe toda a nossa cidadeÉ um motivo de exemploPara qualquer entidadeE para nos alegrar Respeitando a tradiçãoTem o Vale FestejarLogo após o São JoãoPromovendo a maior festaQue existe no MaranhãoQuem és tu, seu boi manso?Quero saber quem és tuPra acabar com a nossa festaSeu piolho de UrubuSe tu nos mexer de novoCom esses trajes de Rei nuEu vou te meter o pauBem no buraco da ventaSe este verso não rimouBem sabes tu o lugarE se acaso não souberesÉ só você perguntarPra os ratos aviadadosDo meio parlamentar Ante um povo que sofreCom tanta perseguição Esse tirano perversoPerito em usurpaçãoAo invés de Zé do PovoDevia ser Zé do CãoMas iremos dar o trocoNa medida do seu atoJá sabemos que vocêAlém de ser um ingratoÉ mais um dos que comeramE depois cuspiu no prato Pra quando chegar o diaDo final desse poderQue ela te desprezarTu podes logo escreverSe saudade mata genteTe prepara pra morrerE só pra manter o que disseReafirmo abertamenteQuem quiser plantar saudadeQue escalde bem a sementeProcure um lugar bem secoNum dia de sol bem quentePlantada em terra molhadaQuando nascer mata genteEssa vitória de PirroComemorada à champagneÉ um tiro pela culatraEm cima de tua fuçanhaE se tirares do pontoEncaixa no dá piranhaE junto ao bloco dos sujosQue está ficando pra trásOlha Camargo aí, gente!Vindo com gosto de gásPara cima do Rei nuQue nem vergonha tem maisUm governo vingativoQue num desespero intensoEstá cego pelo ódioE sem a luz de um consensoSó tem olhos para alguémE este alguém só pra LourençoQuede aquele baiacúQue teve o sonho adiadoE quando vai pra tribunaEm vez de dá seu recadoParece um cachorro doidoMordendo pra todo ladoQuem és tu “mama-no-boi”A não ser um interesseiroBasta o rombo da CaemaQue ficaste com o dinheiroSai pra lá cara-de-pauVai roubar noutro terreiroSó cego que não que verTipo o outro cão mordidoPresidente do PTQue vive dando latidoE quando vai pra TVA gente tapa o ouvidoÉ aquela lenga-lengaNum insulto repetidoMas quando chega na corteNão passa de um oprimidoQue vê e faz que não vêQue ali só dá bandidoAproveitando o momentoVou te fazer um pedidoEm vez de andar por aíTal um guenzo enraivecidoVai-te pro Saco das almasDe onde tu fostes cuspidoPra atender a um pedidoQue me fez um certo leitorVou repetir o finalDo cordel anteriorOh! Chica da Silva brancaQue faz o que fez a de corDê um alento para o reiCom suas mandingas de amorQue enquanto ele lamentaPelo gás que já pifouO Castelo vai abaixoE o lago exala um fedorNo peito dos maranhensesA flor será sempre flor....