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A ROUPA NOVA DO REI



Data de Publicação: 27 de novembro de 2005
 
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A pedido de um bufão
E a ordem de um traidor
A madre-deus ficou triste
Desterro em peso chorou
Contra uma lei injusta
Que a assembléia aprovou

O Convento das Mercês
Nas suas atividades
Com as crianças carentes
De toda a nossa cidade
É um motivo de exemplo
Para qualquer entidade

E para nos alegrar
Respeitando a tradição
Tem o Vale Festejar
Logo após o São João
Promovendo a maior festa
Que existe no Maranhão

Quem és tu, seu boi manso?
Quero saber quem és tu
Pra acabar com a nossa festa
Seu piolho de Urubu
Se tu nos mexer de novo
Com esses trajes de Rei nu
Eu vou te meter o pau
Bem no buraco da venta

Se este verso não rimou
Bem sabes tu o lugar
E se acaso não souberes
É só você perguntar
Pra os ratos aviadados
Do meio parlamentar

Ante um povo que sofre
Com tanta perseguição
Esse tirano perverso
Perito em usurpação
Ao invés de Zé do Povo
Devia ser Zé do Cão

Mas iremos dar o troco
Na medida do seu ato
Já sabemos que você
Além de ser um ingrato
É mais um dos que comeram
E depois cuspiu no prato

Pra quando chegar o dia
Do final desse poder
Que ela te desprezar
Tu podes logo escrever
Se saudade mata gente
Te prepara pra morrer

E só pra manter o que disse
Reafirmo abertamente
Quem quiser plantar saudade
Que escalde bem a semente
Procure um lugar bem seco
Num dia de sol bem quente
Plantada em terra molhada
Quando nascer mata gente

Essa vitória de Pirro
Comemorada à champagne
É um tiro pela culatra
Em cima de tua fuçanha
E se tirares do ponto
Encaixa no dá piranha

E junto ao bloco dos sujos
Que está ficando pra trás
Olha Camargo aí, gente!
Vindo com gosto de gás
Para cima do Rei nu
Que nem vergonha tem mais

Um governo vingativo
Que num desespero intenso
Está cego pelo ódio
E sem a luz de um consenso
Só tem olhos para alguém
E este alguém só pra Lourenço

Quede aquele baiacú
Que teve o sonho adiado
E quando vai pra tribuna
Em vez de dá seu recado
Parece um cachorro doido
Mordendo pra todo lado

Quem és tu “mama-no-boi”
A não ser um interesseiro
Basta o rombo da Caema
Que ficaste com o dinheiro
Sai pra lá cara-de-pau
Vai roubar noutro terreiro

Só cego que não que ver
Tipo o outro cão mordido
Presidente do PT
Que vive dando latido
E quando vai pra TV
A gente tapa o ouvido

É aquela lenga-lenga
Num insulto repetido
Mas quando chega na corte
Não passa de um oprimido
Que vê e faz que não vê
Que ali só dá bandido

Aproveitando o momento
Vou te fazer um pedido
Em vez de andar por aí
Tal um guenzo enraivecido
Vai-te pro Saco das almas
De onde tu fostes cuspido

Pra atender a um pedido
Que me fez um certo leitor
Vou repetir o final
Do cordel anterior

Oh! Chica da Silva branca
Que faz o que fez a de cor
Dê um alento para o rei
Com suas mandingas de amor
Que enquanto ele lamenta
Pelo gás que já pifou
O Castelo vai abaixo
E o lago exala um fedor
No peito dos maranhenses
A flor será sempre flor.

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