O agricultor Francisco das Chagas Sousa, 45 anos, morreu na madrugada de ontem, no Hospital Leônidas Melo, em Barras, a 119 quilômetros ao norte de Teresina, vítima de espancamento. A polícia acredita que o crime tenha sido praticado por policiais da delegacia onde ele estava preso.
O corpo foi removido para o Instituto de Medicina Legal - IML, em Teresina, onde foi examinado pelos médicos de plantão e, segundo o laudo provisório, a causa morte foi traumatismo abdominal o que provocou hemorragia interna. Segundo Jerusalém de Sousa, filho de Francisco das Chagas, o seu pai chegou ao hospital daquela cidade, vomitando sangue e para ele, o pai foi espancado dentro da cadeia, pois o estado de saúde de Francisco era bom antes dele ser preso no início deste mês.
Francisco foi acusado de estuprar uma filha menor de iniciais M.S., fato ocorrido no assentamento Palmeira II. O caso de Francisco das Chagas foi divulgado pela imprensa daquele estado, após denúncia feita pelo presidente do Conselho Tutelar da Criança de Barras. Demonstrando muita revolta, Jerusalém passou toda a manhã de ontem no IML aguardando a liberação do corpo. Ele disse que perdoou o pai pelo crime de estupro contra a irmã, pois para ele, em condições psicológicas normais, o genitor nunca estupraria a própria filha, até mesmo porque era um bom pai.
Já para Lucidalva de Sousa, 19 anos, também filha de Francisco das Chagas, o pai era um “monstro”, devido aos estupros rotineiros contra a irmã, principalmente por causa das ameaças que ele fazia a menina caso relatasse o fato ao resto da família.
Segundo testemunhas, Francisco se separou da esposa porque se apaixonou pela filha. “Este não foi o primeiro estupro. Isso já vinha acontecendo há algum tempo”, disse um amigo da família. Segundo a mãe da vítima, Francisco não bebia e não usava drogas.