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Lula diz que política econômica nunca foi empecilho para política social



Data de Publicação: 30 de novembro de 2005
 
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada na semana passada, afirmando que a política econômica nunca foi um empecilho para a política social e que os dados mostram isso. Lula comemorou o fato de que a Pnad não mostrou nenhum dado negativo e os resultados das pesquisas.

O presidente disse, em reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), que esses dados deixaram seus adversários políticos surpresos. Ao cobrar mais informação dos integrantes do governo sobre as ações, Lula estava respondendo a uma conselheira do Consea que momentos antes reclamara da política econômica e da falta de recursos para alguns programas.

"É preciso que os companheiros tenham as informações corretas. A política econômica nunca foi empecilho para a política social. Queria que entendessem esse momento, comparado a 30, 40 anos, em que temos esse conjunto de fatores positivos combinados entre si", disse Lula, citando o aumento das exportações, a geração de empregos, o controle da inflação e acrescentando:

Lula respondia indiretamente à conselheira Maria Emília Lisboa Pacheco, que falou em "vozes contrárias da política econômica", citando dificuldade de obtenção de recursos para o programa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para compra de alimentos de agricultores.

Ao falar dos avanços na área social, Lula dessa vez não criticou a imprensa e chegou a ler as primeiras páginas de jornais com notícias sobre o resultado da Pnad.

"Imagine que vocês estão visitando um país imaginário e lêem o jornal. Esse país imaginário que estamos vivendo é o Brasil. Não tem um único dado da Pnad que não seja positivo. Isso demonstra porque os nossos adversários políticos ficaram tão surpresos e esses resultados só não foram maiores porque o ano de 2003 foi apertado", avaliou.

O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, endossou a fala do presidente e disse que seu ministério nunca foi prejudicado pela área econômica, afirmando que não sofreu contingenciamento e que vai fechar o ano com um orçamento de R$ 17 bilhões.

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