Zé Noel ou Zé Mané?
O jornal O Imparcial tem se esmerado na bajulação ao patrão. Há que se reconhecer que os milhões de reais despejados naquele matutino estão plenamente justificados. Pena que o diário fundado por Assis Chateaubriand esteja sepultando para sempre toda a sua história. Isso é irreversível e pode, no futuro, ter conseqüências dolorosas para o jornal e sua equipe, pois quando se fechar o duto que faz jorrar dinheiro e transforma o jornal num pasquim fabricante de factóides, o jornal já não terá como manter a estrutura que hoje tem para se arrastar como um sabujo entre as pernas do seu dono de fato.
Já o governador deve estar adorando tudo isso. Depois de flagrado vestindo a capa do Zorro às avessas e se travestir do Zé do Povo, o Zé da aeromoça agora confirma sua condição de lenda e vira Zé Noel.
Seria hilário, se ridículo não fosse. A população, confrontada com essa situação, faz pilhéria, debocha, ironiza e pergunta se, ao invés de Zé Noel não é Zé Mané o que se esconde detrás daquela touca ridícula que o jornal colocou na sua cabeça.
O que esconde?
Aliás, ninguém consegue entender porque o governador tem aparecido em eventos com perturbadora freqüência usando chapéus e, agora, o próprio Imparcial decidiu colocar um nele na marra.
O que será que ele está querendo esconder?
O último a saber
O secretário Ronaldo Braga é o homem de José Reinaldo na finada operação de implantação do pólo siderúrgico. Ontem, disse que o anúncio feito por Gui Dolé, presidente da Arcelor não vale para o Maranhão. O anúncio é pra valer, sim! A Arcelor, assim como a Boasteel e a Posco haviam feito, cancelou seu projeto por culpa do Governo estadual.
Como marido traído, Braga é o último a saber. Ou então é analfabeto funcional: lê, mas não entende.
Arquivo ambulante I
Manoel Ribeiro participou de todas as grandes decisões da política maranhense nos últimos 15 anos. É o que se chama de um arquivo vivo. Recentemente, ameaçou contar os verdadeiros motivos da traição de José Reinaldo a José Sarney.
Abalou as estruturas palacianas, pondo em marcha uma operação para tentar impedir que Ribeiro falasse.
Ele apenas adiou o anúncio, e isso está mexendo com os nervos da turma palaciana.
Arquivo ambulante II
O ex-presidente da Assembléia bem que poderia começar a escrever suas memórias. Compadre de Lourival Tavares, a quem ajudou sustentar, Ribeiro sabe todos os podres do dono do Jornal Pequeno.
Se abrir a boca e contar o que sabe, implode o velho casarão da Rua Afonso Pena.
Helena de Tróia I
Mulher do quarto suplente Afonso Prozac Manuel, Helena Duailibe é uma sortuda. Ganhou um pavilhão inteiro com seu nome no Hospital do IPEM sem ter feito nada ali. Como o maridão acha que não se deve colocar nomes de pessoas vivas em prédios públicos, ou apresenta um projeto retirando o nome da mulher ou apresenta o atestado de óbito dela.
Helena de Tróia II
Dizem que como na mitologia, a mulher do prozaquiano Afonso Manuel tem muitas surpresas escondidas. Não que ela seja o próprio cavalo que escondia um exército inteiro na barriga, mas o que ela sabe das transações de cooptação de deputados tem munição para destruir não só uma cidade, mas o estado inteiro.
Afinal, é ela quem assina os cheques.
Pedrada de responsa
O vereador Pinto da Itamaraty se destacou como regueiro de muitas pedradas de responsa, mas se tornou um expert em política. Agora, espertamente, usa a propaganda de sua radiola para aparecer exaustivamente na TV e nas rádios.
Está em plena campanha para deputado. O TRE que fique de olho.
Porta arrombada
O IMPUR é controlado com mão de ferro por dona Vanilma, também conhecida como Tati Palácio. Sua visão de paisagista só vê o Calhau. A árvore que caiu sobre o carro na Deodoro poderia ter sido cortada antes.
Agora o povo vai pagar o pato. Como medo que volte a acontecer, mandou cortar outras duas árvores que ameaçavam os transeuntes.
Só agora, com a porta arrombada...