ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Dezembro/2005 » Edição 119 » Geral

Polícia sonega informações e esconde nome do segundo motorista atropelador


Data de Publicação: 10 de dezembro de 2005
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

Operação abafa

Há uma clara manobra de autoridades policiais para proteger o segundo autor do violento acidente que vitimou, na noite de sexta-feira, dia 2, a doméstica Marily Rodrigues Reis, 36 anos, e a filha dela, Larissa Dayane Reis Lavra, de 18 anos. O delegado Couto Júnior, titular da Delegacia de Acidentes de Trânsito vem dando a cada dia informações desencontradas à Imprensa, numa tentativa de tirar o foco do figurão que dirigia a Mercedes Benz que matou Marily Rodrigues, segundo fonte da própria polícia.

É inadmissível que o titular da DAT não tenha conseguido identificar o segundo veículo, e o autor de tão hediondo crime, mesmo dispondo de todos os recursos tecnológicos disponíveis, o número extremamente reduzido de veículos importados dessas marcas e de pessoas com capacidade financeira para comprar tais veículos.

Apenas um dos motoristas foi identificado até agora. O delegado confirmou o nome do adolescente que, é corredor de kart e filho do empresário José Luis Medeiros, dono de empresas de ônibus e de uma distribuidora de carros da Fiat. O adolescente teria confessado estar dirigindo um dos carros envolvidos no acidente, mas, segundo o delegado Couto Júnior, ele não teria visto o carro com quem fazia “pega” na hora do acidente.

Proteção do governador
Nos bastidores correm vários boatos com muitas versões para o assassinato das duas mulheres. Diariamente são plantadas informações mentirosas sobre a marca do outro carro envolvido. Já se disse, além da Mercedes, que o veículo seria um Clio, um Corola e um Audi. O próprio delegado, que corrobora para que aumente a crença que está em execução uma operação abafa, vem sonegando aos jornalistas os horários dos depoimentos e da perícia no carro do filho de José Luiz Medeiros. Sabe-se que o carro já teria sido devolvido ao empresário.

A suspeita sobre o segundo motorista, que em princípio recaiu sobre o filho de um dono de um grande hospital de São Luís, agora é direcionada para um filho de um rico empresário do setor de construção civil, que recentemente recebeu o governador José Reinaldo em um de seus projetos. Tem circulado nos meios policiais, embora sem confirmação oficial, que a divulgação do segundo envolvido no “pega” só ainda não aconteceu por ingerência direta do governador que, teria determinado que o caso fosse abafado.

Família some misteriosamente
O acidente de trânsito que vitimou a doméstica Marily Rodrigues Reis, e a filha dela, Larissa Dayane Reis Lavra, continua permeado por fatos misteriosos. A polícia ainda mantém em segredo o nome do outro suspeito do atropelamento, ocorrido no dia 2 de dezembro. Por último, a família das vítimas simplesmente desapareceu do bairro onde as duas residiam, o Paranã IV, na região do Maiobão.

Ontem, a equipe de reportagem do Jornal Veja Agora foi até o endereço em que residiam Marily, Larissa e outras duas filhas da doméstica, na Alameda 17, quadra 30, casa nº. 38, do conjunto residencial Paranã IV, em Paço do Lumiar, e não encontrou nenhuma pessoa na casa, que inclusive está com uma placa de “aluga-se” no portão de ferro.

Segundo a ex-vizinha de Marily, Viviane Rodrigues, um dia após o falecimento das duas mulheres a família retirou todas as coisas da casa (móveis e roupas) e levou as duas filhas da doméstica. “Não disseram nada. Os vizinhos não sabem muita coisa da família porque elas estavam morando há apenas um mês no conjunto”, contou.

A vizinha disse saber apenas que Marily tinha alguns parentes e que estes residiriam na Maiobinha. “Eu não sei dizer se levaram as filhas delas para o interior do Estado ou não, mas pelo visto, estavam com muita pressa. Até porque a casa não era dela, mas alugada”, afirmou.

Ontem circulou a suspeita que a saída às presas da família das vítimas teria sido patrocinada por um dos acusados, que quer evitar a todo custo que a tragédia se transforme num escândalo de proporções ainda maiores. A polícia tem a obrigação de investigar o paradeiro dos familiares das vítimas para que não paire nenhum suspeita sobre a segurança delas.

BUSCA:

Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br