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Diário Oficial de 24 de novembro publica dispensa de licitação de R$ 585.240,27


Data de Publicação: 10 de dezembro de 2005
 
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VIGILÂNCIA ELETRÔNICA NAS ESCOLAS

José Reinaldo desemprega mais de 500 vigilantes


Na última quarta-feira, o Sindicato dos Vigilantes realizou grande manifestação pelas ruas do centro de São Luís. Os trabalhadores - que se reuniram em frente à Secretaria de Educação, na Rua Grande, e depois se dirigiram à sede da Assembléia Legislativa, na Rua do Egito - protestavam contra a demissão de mais de 500 funcionários da rede pública de ensino em prol da contratação de empresa especializada em vigilância eletrônica.

De acordo com os manifestantes, a medida de José Reinaldo, visa, única e exclusivamente, a favorecer, mais uma vez os seus esquemas. "O governador está querendo tirar os vigilantes para colocar vigilância eletrônica, mas se essa vigilância fosse boa, ele a instalava no Palácio dos Leões e tirava de lá os Policiais Militares", disse o diretor de assistência do Sindicato, José Ruy, no dia do protesto.

O que os manifestantes não sabiam é que, assim como tem feito com todas as classes que têm se dirigido ao Executivo para reivindicar os seus direitos, José Reinaldo não dá a mínima importância para os apelos dos trabalhadores e já havia assinado contrato, com dispensa de licitação, muito tempo antes da manifestação, com a empresa de vigilância Norsergel. O contrato é para que seja instalado e monitorado sistema de segurança eletrônica em todas as escolas públicas estaduais da ilha de São Luís e de Imperatriz e em unidades administrativas da Secretaria de Educação. No total, serão 143 prédios atendidos pelo novo serviço.

Com a media, José Reinaldo revogou a concorrência vencida pela empresa Exata, para que prestasse serviço de vigilância armada. O presidente regional da Associação Brasileira de Empresas de Segurança Eletrônica (ABESE) denunciou, à época, que o fim do contrato se deu porque o governador suspeitava que a empresa vencedora da concorrência tem vínculos com um adversário político.

Para a Norsergel, o Governo do Estado irá pagar, segundo o Diário Oficial do dia 24 de novembro, nada menos que R$ 585.240,27 por um período de apenas seis meses de serviços prestados.

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