VIGILÂNCIA ELETRÔNICA NAS ESCOLAS
José Reinaldo desemprega mais de 500 vigilantes
Na última quarta-feira, o Sindicato dos Vigilantes realizou grande manifestação pelas ruas do centro de São Luís. Os trabalhadores - que se reuniram em frente à Secretaria de Educação, na Rua Grande, e depois se dirigiram à sede da Assembléia Legislativa, na Rua do Egito - protestavam contra a demissão de mais de 500 funcionários da rede pública de ensino em prol da contratação de empresa especializada em vigilância eletrônica.
De acordo com os manifestantes, a medida de José Reinaldo, visa, única e exclusivamente, a favorecer, mais uma vez os seus esquemas. "O governador está querendo tirar os vigilantes para colocar vigilância eletrônica, mas se essa vigilância fosse boa, ele a instalava no Palácio dos Leões e tirava de lá os Policiais Militares", disse o diretor de assistência do Sindicato, José Ruy, no dia do protesto.
O que os manifestantes não sabiam é que, assim como tem feito com todas as classes que têm se dirigido ao Executivo para reivindicar os seus direitos, José Reinaldo não dá a mínima importância para os apelos dos trabalhadores e já havia assinado contrato, com dispensa de licitação, muito tempo antes da manifestação, com a empresa de vigilância Norsergel. O contrato é para que seja instalado e monitorado sistema de segurança eletrônica em todas as escolas públicas estaduais da ilha de São Luís e de Imperatriz e em unidades administrativas da Secretaria de Educação. No total, serão 143 prédios atendidos pelo novo serviço.
Com a media, José Reinaldo revogou a concorrência vencida pela empresa Exata, para que prestasse serviço de vigilância armada. O presidente regional da Associação Brasileira de Empresas de Segurança Eletrônica (ABESE) denunciou, à época, que o fim do contrato se deu porque o governador suspeitava que a empresa vencedora da concorrência tem vínculos com um adversário político.
Para a Norsergel, o Governo do Estado irá pagar, segundo o Diário Oficial do dia 24 de novembro, nada menos que R$ 585.240,27 por um período de apenas seis meses de serviços prestados.