Após inaugurar diversos postos do PrevCidade (Posto de atendimento interiorizado do INSS) sob sua gestão, em cidades do interior maranhense, o diretor executivo do Instituto Nacional de Seguro Social no Maranhão, Luís Carlos Mendonça Furtado foi exonerado do cargo. Em seu lugar, assumiu Solange Gouveia.
O ex-diretor caiu sob diversas acusações de uso político do PrevCidade em várias cidades do interior do Estado. De acordo com o que já foi apurado por Veja Agora, os deputados Rubens Pereira (PDT), cunhado do ex-diretor Luís Carlos Furtado, e Alberto Franco (PSDB), este último hoje licenciado, figuram entre os principais acusados de desvios do objetivo do projeto de interiorização dos postos de atendimento da Previdência Social.
Em outubro, por exemplo, ainda sob a administração de Mendonça Furtado no INNS, o parlamentar tucano reconheceu que financiou com dinheiro próprio a criação de um dos postos na cidade de Cururupu, sua base eleitoral.
As declarações de Alberto Franco foram dadas após denúncias do deputado Chico Gomes (PFL), que informou de sua intenção de convocar audiência pública para apurar as irregularidades. Segundo ele, o que fez foi "ajudar o prefeito". Alberto Franco financiou a compra de computadores e cedeu um imóvel de sua família para a instalação do PREVCidade, o que é um absurdo frisou na época o parlamentar.
O Ministério Público Federal ainda não se pronunciou a respeito do uso político do Instituto pelos deputados Alberto Franco e Rubens Pereira.