Por decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça, o ex-médico do São Caetano, Paulo Forte, e o presidente do clube, Nairo Ferreira de Souza, não responderão mais por prática de homicídio doloso (com intenção).
Os dois respondem a processo pela morte do zagueiro Serginho, jogador do Azulão, em 2004, por parada cardiorrespiratória durante jogo entre o time do ABC e o São Paulo. Agora, ambos serão julgados por prática de homicídio culposo (sem intenção).
Paulo Forte e Nairo Ferreira haviam sido denunciados pelo MP por homicídio com dolo eventual e por motivo torpe, em razão de os dois não impedirem sua escalação.
O que destituiu os auditores do STJ do argumento do MP foi a autenticidade dos documentos do Instituto do Coração, que teriam recomendado ao médico e ao clube da impossibilidade da atuação de Serginho.