GREVE DA UFMA CHEGA AO FIM DIA 19
A greve dos professores da Universidade Federal do Maranhão chega ao fim na próxima segunda-feira, dia 19. Ontem, a Apruma realizou mais uma assembléia geral para deliberar sobre a continuação ou não do movimento. A maioria dos docentes escolheu pela suspensão da paralisação. Entretanto, o novo calendário de atividades só começará em janeiro de 2006.
Segundo o vice-presidente da Apruma, Welbson Madeira, o comando de greve local resolveu acompanhar a decisão tomada pelo Comando Nacional, em Brasília. "A nossa decisão não decorre das nossas reivindicações terem sido atendidas ou de concordarmos com o projeto do MEC, cuja expectativa de votação não é para este ano, mas para o próximo. Na verdade, a greve acaba, mas a mobilização continua", afirmou.
Hoje, a greve dos professores da Ufma completa 110 dias. A mobilização começou em julho deste ano, após negociações frustradas da categoria com o MEC. A reivindicação dos professores era um reajuste salarial de 18%, mas o Ministério da Educação só acenou com 1%.
Ao longo dos meses, várias mesas de negociação entre os professores e representantes do MEC foram feitas e desfeitas sem que houvesse acordo entre as partes. Na última proposta, o Ministério da Educação sinalizou um aumento de 9,25%. Para reforçar a proposta, o órgão encaminhou um projeto à Câmara Federal.
De acordo com Madeira, hoje a Apruma fará o comunicado do resultado da assembléia de ontem ao Comando Nacional de Greve e à reitoria da Ufma. "Na segunda-feira, vamos estar nos reunindo novamente, só para confirmar a suspensão. O reinício das aulas será decidido pelo conselho que a reitoria deverá convocar para isso", informou.
Junto com a Ufma, há mais 32 universidades federais em greve. Na última segunda, uma assembléia geral dos professores realizada no Campus do Bacanga já sinalizava que a paralisação dos docentes estava perto de um final.
Na ocasião, Welbson Madeira informou que os professores aguardariam a decisão da assembléia geral do Comando Nacional de Greve. A reunião de ontem foi apenas para os docentes deliberarem sobre se seguiriam ou não a decisão do CNG.