Três testemunhas ligadas à campanha do deputado João Magno (PT-MG) confirmaram, de forma direta ou indireta, que o parlamentar mineiro foi beneficiário de saques do "valerioduto", esquema de distribuição de recursos operado pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza.
Magno enfrenta processo disciplinar por ter recebido recursos das contas do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, no montante de R$ 426 mil. Em sua defesa, ele alega que o recurso recebido era "dinheiro limpo" e que utilizou os recursos para pagar dívidas de campanha. Ele também afirmou ter esperado que a Secretaria de Finanças do PT apresentasse documento com a comprovação da origem dos recursos.
Pela manhã, o assessor de Magno, Charles Antônio Ribeiro, admitiu ter recebido, em agosto de 2003, R$ 10 mil para o pagamento de fornecedores da campanha do deputado à Prefeitura de Ipatinga (MG). Segundo ele, o dinheiro serviu para pagar a pintura de muros e o pagamento do contador da campanha de Magno. O repasse, segundo investigação da CPI dos Correios, foi intermediado pelo empresário Marcos Valério.