É inesgotável a fonte de maldades do governador José Reinaldo e seu conselheiro-mor, o vitorinista Lourenço Tavares, principalmente quando o assunto é tungar o bolso do pobre contribuinte de nosso estado. Não bastassem a virulência e a constância com que tem se atirado em direção aos cofres públicos para comandar a cadeia de falcatruas que se estendem desde as estradas fantasmas, passando pela negociata escandalosa com a Camargo Corrêa e a vergonhosa negociata para a construção da MA - 373, o governador agora quer arrancar mais dinheiro do povo, sob a máscara de combater a
pobreza.
Para isso criou um tal Fundo Maranhense de Combate à Pobreza, que supostamente se propunha a diminuir as desigualdades sociais existentes em nosso estado, à despeito da milionária campanha midiática que tenta passar a imagem de que nosso estado de repente se transformou no próprio Éden. Mas, ao invés de buscar na otimização do recolhimento dos impostos o lastro para tal fundo, ou então, na iniciativa privada o apoio para o desenvolvimento do combate à pobreza, José Reinaldo prefere os caminhos mais tortuosos, que, ao invés de elevar o padrão de vida dos mais pobres, acaba gerando mais pobreza e nivelando por baixo todas as classes sociais.
Para isso, e sem qualquer constrangimento, aumentou em dois pontos percentuais a alíquota do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS, para produtos essenciais no cotidiano dos maranhenses, como a gasolina, o telefone e a energia elétrica, além de dezenas de outros produtos de consumo que vão onerar cada vez mais a classe trabalhadora, provocando reajustes em cascata.
A reação mais imediata veio de donos de Postos de Combustíveis, que, rebatendo a acusação de criação de cartel no setor, acusaram o governador de aumentar os preços dos combustíveis em função do aumento do ICMS. O aumento da gasolina vai desencadear um realinhamento dos preços de outros produtos e de outras atividades correlatas. No setor de transportes coletivos, o aumento nas peças dos veículos, por conta do aumento da alíquota do imposto, vai servir de bucha de canhão para que os empresários voltem a pressionar o prefeito Tadeu Palácio para aumentar o preço das passagens, que, segundo se sabe, é um compromisso do prefeito para o início do ano.
Depois, poderão vir lobbies poderosos para que sejam reajustados os preços dos táxis, das escolas, do frete de mercadoria - o que vai encarecer mais ainda os produtos de hortifrutigranjeiros consumidos em São Luís -, além do efeito impactante que o aumento do preço da energia elétrica vai provocar no bolso do cidadão, no comércio e na indústria.
Ao preferir buscar no bolso do contribuinte os milhões que transforma em tostões nas transações escusas que se envolve, o governador assinala que não está, efetiva e definitivamente, interessado em acabar com a pobreza no Maranhão. Até porque se isso fosse verdadeiro, todos os governantes já teriam adotado essa medida que, além de onerosa ao bolso do cidadão comum, contribui para aumentar a inflação e joga por terra todo o esforço do governo para combater a alta dos preços.
O novo assalto ao bolso do contribuinte mostra que, longe de querer ser o benfeitor dos pobres, Zé Noel é o carrasco de todos os maranhenses.