Um vigília de protesto permanente vem sendo feita pelo Sindicato dos Vigilantes de São Luís na porta da Secretaria de Educação do Estado. O motivo principal é o projeto do Governo Estadual de implantar o sistema de segurança eletrônica nas escolas do Estado. De acordo com os vigias, se isso vier a acontecer, mais de 500 profissionais da categoria ficarão sem seus empregos.
Segundo Elinaldo de Castro, presidente da Comissão dos Vigilantes de São Luís, entidade que funciona paralelo ao sindicato da categoria, as mobilizações vão continuar até que o governador José Reinaldo Tavares desista da implantação da segurança eletrônica.
Ontem, cerca de 100 vigias estiveram novamente na porta da Secretaria de Educação do Estado protestando contra a mudança na segurança das escolas da rede estadual de ensino. "Vamos fazer um grande protesto na frente do palácio do Governo na próxima quarta-feira pela garantia dos nossos empregos e da segurança nas escolas", informava Elinaldo de Castro.
Os vigilantes também aproveitaram para denunciar o atraso de salários. De acordo com o vigia Josué Costa Saraiva, o Governo do Estado só repassa o dinheiro do pagamento à empresa Exata, responsável pela vigilância nas escolas, a cada três meses.
"A gente fica sem ter nem o que comer. É uma situação horrível. Sabemos que o dinheiro dos últimos três meses já se encontra na conta da empresa, mas queremos que isso seja resolvido logo pelo Governo", declarava o vigia João Evangelista Rodrigues.
Atualmente, só duas escolas do Estado estão com o sistema de segurança eletrônica instalado. Mas os vigias denunciam que os equipamentos não estariam funcionando porque os colégios se encontram com as números telefônicos bloqueados em razão da falta de pagamento por parte da Secretaria de Educação.