Dezoito mil e duzentas pessoas passaram pelos cinco salões temáticos da Feira do Empreendedor nos quatros dias em que ela funcionou no Multicenter Sebrae. Na verdade, o evento todo teve números expressivos, como a participação de 26 caravanas do interior, com 582 empreendedores, capacitação de 5.620 pessoas e a geração de 720 oportunidades de negócios.
Segundo o coordenador da Feira, José de Ribamar Morais, as oportunidades de negócios foram geradas com enfoque na substituição de mercadorias compradas fora do Estado. São principalmente, produtos, do setor de alimentos e vestuários que são adquiridos em outros estados, mas que são facilmente encontrados nas micro e pequenas empresas locais.
Na área de capacitação empreendedora, foram oferecidos 102 cursos e capacitadas 3.500 pessoas. Já as 27 palestras técnicas da feira tiveram 939 participantes e as oficinas e clínicas foram feitas por 599 pessoas.
Foram elaborados dez planos de negócios durante a Feira do Empreendedor 2005. Em contrapartida, 28 pessoas buscaram informações do plano de negócios parar abrir uma empresa após o término do evento.
As áreas mais procuradas para abertura de novos negócios foram a carcinocultura (criação de camarão em cativeiro); criação de codorna para postura (comercialização de ovos); lavanderias; locação de pontos comerciais; implantação de telemarketing; self-service; padarias; piscicultura em cativeiro; representações comerciais; consultoria educacional e apicultura (abelhas).
O número total de estandes na Feira do Empreendedor ficou em 188, com mais 15 lojas externas ocupadas. O que significa dizer que durante o evento, funcionaram 203 unidades expositoras ocupadas por 68 expositores.
A feira também contou com a parceria de dez instituições: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sistema Fiema, Elo Informática, Fomart,Thec nobray, Olívio J. Fonseca, Idéia Interativa e Corpo de Bombeiros.
"A Feira do Empreendedor funcionou dentro do planejado. Houve uma grande quantidade de pessoas que procuraram pelo plano de negócio e disseram que buscariam o Sebrae posteriormente para abertura de negócios. A freqüência e a qualidade dos cursos também foram muito boas", declara Morais.
A feira foi dividida em sete salões, cinco temáticos retratando potencialidades do Maranhão (Águas, Cocais, Árvores, Campos e Dunas) e mais o Salão de Oportunidades e Tecnologia, e o de Parceiros.
Foram nesses salões que ficaram expostas 24 atividades incentivadas pelo Sebrae, sob a forma de projeto. "Não expusemos todos os projetos do Sebrae, só os considerados como maduros e como ofertas de oportunidades de negócios", afirma Morais.
O coordenador faz uma breve comparação da feira de 2003 com a realizada este ano. "Em 2005, sofremos perdas substanciais de recursos, em razão da atual conjuntura, mas buscamos fazer o contra-peso com a busca de parcerias e conseguimos. A qualidade da feira não foi prejudicada em nada. Reduzimos a oferta de cursos, mas buscamos focá-los na micro e pequenas empresas; as palestras enfocaram a abertura de empresa e a geração de postos de trabalho", analisa.
As expectativas para a Feira do Empreendedor 2007 sãos as melhores. "Acredito que a nossa diretoria vai pedir a inclusão do Estado do Maranhão no circuito nacional de feiras de empreendedores. Até porque o evento representa o maior número de oportunidade de negócios e de ações que o Sebrae disponibiliza para a sociedade brasileira. Elas são feiras de elevado conceito, excelente padrão de freqüência e forte geração de trabalho e renda por estarem focadas na realidade do pequeno investidor que não tem acesso a créditos volumosos, mas não deixa de realizar seu sonho de ser micro-empresário", diz Morais.