CLARÍSSIMA
À sua maneira, o deputado Manoel Ceará insistindo para garantir o direito de liberar suas emendas, disse que elas foram "desemendadas" pelo governador José Reinaldo. O deputado, inconformado, não perdoa José Reinaldo: "não foram liberadas pelo governador emendas que seriam de grande importância para Bacabal, Lago Verde e São Luiz Gonzaga. Eu sou do PL, sou fiel ao partido, mas não subirei ao palanque de quem não fez nada pelo povo. Eu vou cobrar sempre o direito do povo". Para bom entendedor, Manoel Ceará deixou claro o seu recado!
DEGRADAÇÃO
Para a deputada Teresa Murad, o que José Reinaldo fez, destinando mais de R$ 500 milhões do orçamento de 2005, a deputados, prefeitos endividados, acordos judiciais espúrios, obras fantasmas e superfaturadas, agências de publicidade e outros gastos supérfluos, foi retirar dos maranhenses o sonho de todos por dias melhores. Para a deputada, o governo do estado inverteu os valores ao usar o dinheiro do povo em procedimentos vulgares e degradantes. "Tenho certeza que o governador usará o dinheiro para ajudar seus aliados e fazer fundo de campanha". O orçamento de 2006, aprovado de afogadilho na AL terá esse mesmo triste destino.
PAPAI OU MAMÃE
O projeto que criou o Conselho Estadual dos Direitos de Pessoas com Deficiência foi aprovado sem as emendas, de autoria do deputado Chico Gomes, que o melhorariam. E o motivo alegado para a rejeição foi o de que o governador não permite emendas da oposição a projetos de sua iniciativa. Com isso, quem perdeu foi o deficiente. O líder do governo Carlos Braide argumentou para evitar a aprovação da emenda: "Devemos consultar o governador José Reinaldo". Em resposta, Chico Gomes rebateu: "A Assembléia é soberana para decidir. Não devemos consultar papai ou mamãe". Isso é brincadeira!
SUGESTÃO
Conversando com um deputado aliado do governador José Reinaldo, ele disse-me que não suporta mais pedir ao governador para recuperar as estradas de sua região, e que, por isso, vem perdendo eleitores. Então sugeri ao pobre parlamentar que procurasse a ex-secretária adjunta de Infra-Estrutura, a cartomante Mãe Joana, para obter, pelo menos, dos búzios e do tarô da conselheira sentimental do casal, uma luz sobre essa questão tão difícil que é a de fazer José Reinaldo se preocupar com alguma coisa séria.
POBRE PARTIDO
Ao encontrar um militante antigo do PSB, ele revelou-me que o partido ganhou só "mala" de presente esse ano. Sem entender, lhe perguntei: "Que malas são essas? Elas, por acaso, estavam cheias de verdinhas?". Obtive como resposta o seguinte: "Essa eu não olhei, mas por lá agente só vê o "mala" do Ribamar Alves. E olha que essa mala nem alça tem". Também pudera, continuou o militante, só nos mandaram malas pesadas como José Reinaldo, Alexandra, Marcelo Tavares, Afonso Manoel e, ainda, esses dois deputados fracos - Paulo Neto e José Lima. E a novidade é Gaudêncio azarando Ribamar Alves e torcendo pra José Antônio. Pelo menos isso!
JOÃO SEM BRAÇO
O deputado federal João Castelo, na posse no novo presidente do TJ, perguntado como ele via a aprovação da PEC detetive, como ele avaliava a forçação de barra do PDT para escolher logo o candidato da frente da traição ao governo, e se caso a verticalização não caísse, como ficaria a situação PDT e PSDB, visto que ambos os partidos lançarão candidatos a presidente, e a tendência é o PSDB se coligar com o PFL. Em todas, João Castelo deu uma de João sem braço. Sobre a PEC disse desconhecer a matéria. Sobre a forçação de barra do PDT, disse que a escolha fica a cargo do seu líder José Reinaldo, e sobre a coligação, disse que apoiará o candidato a presidente do seu partido. Esse filme eu já vi na eleição de 2002, quando Jackson Lago passou a perna em Ciro Gomes para apoiar José Serra.
NOVA MODALIDADE
São ilimitados os desatinos do governador José Reinaldo. Imaginem que ele mandou, está no Diário Oficial do Estado, do dia 12 de dezembro, dinheiro da secretaria de Saúde do Estado para os municípios de Codó e Tuntum adquirirem medicamentos não especificados, e pior ainda sem que esteja acontecendo alguma epidemia ou estado de calamidade nesses municípios. Não se justifica, ainda, pelo fato dos municípios receberem repasses substanciais do SUS. Tudo leva a crer que essa é a nova modalidade para desviar dinheiro público.
FISCALIZANDO DE PERTO
O Tribunal de Contas do Estado baixou uma instrução normativa para fiscalizar permanentemente e de perto o governo do Estado. Também pudera, e já não era sem tempo, pois as falcatruas são tantas, e estão aí às claras, que estava na hora de fiscalizá-lo. Parabéns pela atitude.