"Todos os estudos que já fizemos na Lagoa da Jansen apontam que o mau cheiro e a mortalidade de peixes devido à falta de oxigênio não são atribuídos somente a uma planta. A contribuição maior vem da parte sólida do esgoto doméstico lançado in natura ali". A afirmação é da professora da Universidade Federal do Maranhão, Flávia Mochel, que já realizou várias pesquisas no lugar.
Atualmente, ela e outros professores do Departamento de Biologia da Ufma estão trabalhando em um projeto de saneamento para a Lagoa e que deverá ser entregue, até o próximo ano, à Secretaria de Meio Ambiente do Estado (SEMA).
Pelas pesquisas empreendidas, a professora afirma que o esgoto tem afetado a lagoa mais do que se imagina. "No fundo da lagoa se formou um lodo resultante do lixo que se deteriora na superfície da água e que está contaminado com metais pesados, que são produtos químicos bastantes utilizados na limpeza das casas, xampu, cosméticos, pilhas e baterias de celular", explica.
Diante desse quadro, Flávia Mochel afirma que antes de fazer qualquer trabalho de saneamento na lagoa é preciso ter cautela. "Esses materiais estão reduzidos, mas não estão disponíveis, o que significa dizer que se eles forem movimentados no fundo, vão oxidar e podem contaminar os peixes, as pessoas", diz.