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Homem acusado de atacar delegado morre no Socorrão


Data de Publicação: 18 de dezembro de 2005
 
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Jornal Veja AgoraMorreu às 5h da manhã de ontem, no hospital Socorrão I, no centro, um elemento identificado até o fechamento da nossa edição como Carlos Magno, residente no bairro do Tibiri. Ele, em conjunto com o comparsa, Edvand da Silva, 19 anos, residente na Vila Maracujá, no Maracanã, é suspeito de haver tentado assaltar o delegado José Maria Melônio, lotado na Delegacia Estadual de Investigação Criminal - DEIC.

O delito ocorreu na noite de sexta-feira(16), quando o delegado chegava à casa de uma tia, na Rua A, no Maranhão Novo. De acordo com informações do também delegado Antônio Paulino, que trabalhou à noite inteira no caso, a polícia não descarta outras possibilidades, mas tudo indica que Melônio tenha sido vítima de uma tentativa de assalto.

Quando foi abordado e baleado, o delegado acabou reagindo e baleando os dois acusados que, feridos, caíram sendo imediatamente socorridos, assim como o Melônio, que foi conduzido para o hospital São Domingos. Ainda no local, ao lado de Carlos Magno, a polícia apreendeu um revólver 38, cano curto, sem nenhum projétil deflagrado.

Já ao lado de Edvan, alvejado na perna, um revólver 38 cano longo, com duas cápsulas deflagradas, foi apreendido, ou seja, tudo indica que ele tenha sido autor do disparo que feriu o delegado, entretanto, em depoimento, ele nega a acusação. Edvan permanece internado no Socorrão I, enquanto o delegado, após ser submetido a uma intervenção cirúrgica passa bem, mas também permanece internado no São Domingos.

Versões

No momento do ocorrido, várias versões foram levantadas pela polícia, entre elas, que o delegado Melônio, ao presenciar os dois homens assaltando uma mulher, teria reagido, sendo baleado. Outra foi de que o delegado foi agredido e, mesmo baleado, reagiu, alvejando os seus agressores.

Foi descartada também, a versão de que outro homem, que seria um policial que estava em uma academia localizada próximo, teria evitado que os homens matassem o delegado, baleando um dos mesmos, no entanto, somente quando tiver condições de prestar esclarecimentos, já que o acusado nega, a polícia vai saber ao certo o que realmente aconteceu.

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