GOVERNO DE JOSÉ REINALDO ESTÁ UM CAOS
À medida que o tempo passa, o Maranhão começa a ver, de forma concreta, os danos que a política de ratear cargos públicos entre aqueles que se submetem ao tacão do governador José Reinaldo acarretam para o Maranhão e para a sua gente.
O advogado Eduardo Braide, filho do deputado Carlos Braide, líder do governo na Assembléia Legislativa, foi "premiado" com a presidência da Companhia de Água e Esgotos do Maranhão na barganha política que José Reinaldo fez para impedir que os deputados instaurassem o processo de impeachment por ocasião do escândalo das estradas fantasmas.
Sem qualquer experiência administrativa, Eduardo Braide é duramente criticado até pelos aliados mais ferrenhos do governador, por ter implantado no órgão uma política de terra arrasada. Hoje, a Caema é mais um ralo de dinheiro do governo, sem que medidas concretas sejam adotadas para resolver o grave problema de falta de água nos bairros da capital.
Buraco negro
O governo, além de desviar verbas da área de saúde - só agora mais de R$ 18 milhões foram mandados criminosamente para a Caema em detrimento do atendimento médico da população -, transformou a Companhia num verdadeiro caos onde impera a incompetência, o descaso e a falta de respeito com a população. É sabido que existem recursos federais disponibilizados para a instalação de serviços de abastecimento de água nas cidades brasileiras. Ainda na semana passada o Governo Federal anunciou que tem recursos da ordem de R$ 1,5 bilhão para aplicar na captação e distribuição de água para os municípios brasileiros.
Nem por isso a Caema vem atendendo a contento a população. Na semana passada, o órgão deixou a cidade sem água durante vários dias, provocando prejuízos incalculáveis ao comércio, à indústria e à população de um modo geral. Sem um plano de contingência que possa suprir o abastecimento por conta de um acidente, a Caema não tem sequer uma bomba para substituir nos poços artesianos nos bairros que não dispõem de abastecimento regular. Quando queima uma bomba os moradores ficam sem água durante vários dias, até que a bomba venha do conserto.
Por conta do descaso administrativo em que vive o órgão, nos últimos dois dias parte da população voltou a recorrer aos favores de amigos que contam com caixas d'água ou poços próprios. Uma pane no sistema fez com que a população voltasse no tempo e carregasse água na cabeça, em baldes ou panelas, numa situação humilhante para quem paga caro pelos péssimos serviços prestados pela Caema. É esse o Maranhão que Zé Reinaldo reduziu a pó.